quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Resenha {Livro} Como parar o tempo (Matt Haig)

Exemplar de cortesia da editora ♡

Uma história encantadora e inusitada, diferente de tudo que eu já li. Assim eu melhor consigo definir o novo romance de Matt Haig lançado este ano pela Harper Collins Brasil.

Em Como parar o tempo conhecemos Tom Hazard, um homem que aparente ter por volta de 40 anos mas que na verdade está com mais de 400 anos graças a uma rara doença conhecida no universo ficcional de Matt Haig por anageria (basicamente o oposto da progeria, doença caracterizada pelo envelhecimento precoce), que faz com que o indivíduo portador tenha seu processo de envelhecimento bem mais lento do que o envelhecimento dos que não possuem a doença, e que na concepção de Tom e de outros portadores da doença, ela é perigosa a todos aqueles que a conhecem. Ele deve então manter esta informação sobre si em absoluto segredo, escondendo sua condição de todos que o cercam a fim de não colocá-los em perigo, decidindo assim juntar-se a Sociedade Albatroz, um grupo de pessoas portadoras da anageria que devem viver somente 8 anos em um mesmo local e numa mesma localidade a fim de não levantarem suspeitas - já que eles não envelheceriam como os demais a sua volta. E entre suas diversas trocas de identidade, Tom decide se tornar um professor de História na Inglaterra atual, esperando usar suas próprias experiências de vida ao longo dos séculos em que viveu.

"- A história não precisa ganhar vida. Ela já é viva. Nós somos a história. A história não são os políticos, reis e rainhas. História é todo mundo. É tudo [...]"
(Matt Haig, p. 23)

Há também outra regra, além desta, que é primordial aos membros da Sociedade Albatroz: eles não devem se apaixonar, pois com o amor vêm os laços, e com os laços, dificilmente um alba (quem é membro da Sociedade Albatroz) conseguiria desapegar-se da nova vida que assumira para si. 

Tom pode não sofrer como as efemérida - pessoas que não têm anageria - com relação à morte iminente, mas acaba sofrendo da mesma maneira por não poder viver sua vida plenamente, estando também sempre sobrecarregado com séculos de vivência.

"[...] Tudo que se pode fazer com o passado é carregá-lo, sentir seu peso aumentar lentamente, rezando para que ele não o esmague de vez."
(Matt Haig, p. 67)

Apresentando personagens e lugares conhecidos da história mundial, a narrativa se mostra um verdadeiro "passeio" pela história geral, com menções de destaque a fatos e localidades que marcaram o mundo ao longo dos séculos passados.
Com um misto de drama, fantasia e só um pouquinho de romance, pois este não é o foco da narrativa, esta é uma história leve, escrita de maneira quase poética, para se ler em qualquer momento e em qualquer lugar, prendendo o leitor de maneira a transportá-lo pelo tempo através da inusitada vida de Tom. 

Só senti falta de algumas notas de rodapé traduzindo algumas frases em francês que estão presentes na história, pois mesmo sendo poucas, elas são bastante condizentes com o que está sendo narrado e complemente lindamente a narrativa. Porém dá para entender pelo contexto, então não é nada que atrapalhe muito a leitura ;)

Algo que me fez vibrar enquanto lia foram as menções aos estados do Rio e São Paulo, que foram locais que o Tom visitou, então o autor com certeza já ganhou alguns pontos comigo *-*

E não posso deixar de comentar sobre esta edição da Harper Collins Brasil, que adaptou a capa da edição britânica e trás uma ilustração bem fofa nas partes internas da capa e da contra capa.
E por fim (mas não menos importante!), em breve teremos maiores informações sobre a adaptação cinematográfica da obra, que contará com a participação de Benedict Cumberbatch (o Sherlock da série da BBC e Doutor Estranho nos novos filmes da Marvel). Mais um motivo para os fãs do ator lerem este livro *-*

"- Chega um momento em que a única forma de começar a viver é dizendo a verdade. Ser quem você é, mesmo que perigoso."
(Matt Haig, p. 263)


319 páginas | 1ª edição | 2017 | Harper Collins Brasil




sábado, 18 de novembro de 2017

{Lançamento} Tipos Incomuns, por Tom Hanks

“Os diálogos de Tom Hanks são excelentes e suas histórias têm a doçura, o humor e a afeição que associamos a seus roteiros, dignas de um verdadeiro escritor.”
-Kirkus Reviews

“Quer dizer que Tom Hanks também é um escritor hilário e perspicaz com uma mente que não para de nos surpreender? Que droga!”
-Steve Martin

“Tom Hanks se mostra um escritor com E maiúsculo. As histórias de Tipos incomuns vão do hilário ao profundamente tocante. Elas variam em época, cenário e estilo, mas todas demonstram o júbilo da escrita, o prazer de descrever atmosferas, amizades, vidas e famílias que são, em todos os detalhes, inteligentes, cativantes e humanas. Tudo isso acrescido do arguto poder de observação e inteligência empática que sempre destacaram Tom Hanks. Eu apenas pisco e balbucio, perplexo e admirado com seus textos.”
-Stephen Fry

Um affaire agitado e divertido e entre dois grandes amigos. Um ator medíocre que se torna uma estrela e se vê em meio à frenética viagem de divulgação de um filme. O colunista de uma cidadezinha com um ponto de vista antiquado sobre o mundo. Uma mulher se adaptando à vida na nova vizinhança após o divórcio. Quatro amigos e sua viagem de ida e volta à Lua num foguete construído num fundo de quintal.

Essas são apenas algumas das pessoas e situações que Tom Hanks explora em sua primeira obra de ficção, uma coletânea de histórias que disseca, com grande afeição, humor e perspicácia, a condição humana e todos os seus defeitos. Os contos têm algo em comum: em todos, uma máquina de escrever desempenha um papel - às vezes menor, às vezes central.

Conhecido por sua sensibilidade como ator, Hanks traz essa característica para sua escrita. Ora extravagante, ora comovente, ocasionalmente melancólico, Tipos incomuns deleitará e surpreenderá seus milhões de fãs.

> Saiba mais em: http://tiposincomuns.com.br

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Resenha {Livro} Esposa perfeita (Karin Slaughter)

Exemplar de cortesia da editora

Esposa perfeita faz parte da série do detetive Will Trent, porém apesar de ser o oitavo livro da referida série, dá para se situar bem em alguns detalhes sobre a vida das personagens principais no decorrer da leitura.

Antes da história propriamente dita, logo de cara nos deparamos com um prólogo arrasador que narra nascimento e morte sem, porém, identificar a quem estes se referem - o que descobriremos mais à frente do livro.

Então começa a história. Estamos diante da cena de um crime: um ex-policial fora assassinado e cabe à equipe dos policiais Will Trent e Faith descobrir quem foi o responsável por esta morte. Só que esta não será uma simples investigação de assassinato: o local onde encontraram o corpo do ex-policial pertence a Marcus Rippy, famoso jogador de basquete acusado de estupro e que estava sendo investigado por Will. E como se isso não bastasse, alguém do passado de Will possivelmente estaria envolvido neste novo caso.

“Era a sensação que Faith sentira o dia todo: algo não estava batendo.
Faith odiava quando as coisas não batiam.”
(Karin Slaughter, p. 123)

Nada é como parece e agora que Will está diretamente ligado ao caso, seu passado poderá vir à tona, trazendo suas dores e medos à superfície.

Abordando temas como violência doméstica, relacionamento abusivo, violência contra a mulher, entre outros “tabus” da nossa sociedade, Karin constrói em Esposa perfeita um thriller repleto de reviravoltas e personagens e situações críveis, reforçando o conceito da sociedade machista que trata a mulher como a vilã e o homem como o mocinho mesmo quando tudo aponta para o lado contrário.

“[...] O mundo poderia criar todos os tipos de desculpas quando um homem estuprava e surrava uma mulher. Mas não tantas quando era uma mulher que fazia isso.”
(Karin Slaughter, p. 445)

Assim, indo além do romance policial convencional, Esposa perfeita mostra o lado pessoal dos personagens da narrativa, dando-lhes um aspecto mais humano e verossímil ao terem parte de suas histórias de vida contadas.
Meu livro lindo autografado <3

Mais uma vez estou encantada por algo escrito desta autora e mal posso esperar para ler seus outros livros lançados.
Sobre a série Will Trent aqui no Brasil, este foi o primeiro lançado pela editora HarperCollins. Os livros 1, 2, 3 e 4 foram lançados pela editora Record, e por enquanto não há maiores informações sobre os demais livros.

461 páginas | 1ª edição | 2017 | HarperCollins Brasil






quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Resenha {Livro} O medo mais profundo (Harlan Coben)

Exemplar de cortesia da editora

Faz mais de um ano que não leio nada do mestre Harlan Coben, e quando vi esse na estante, não pensei duas vezes: tenho que ler! E mais uma vez me surpreendi com a engenhosidade dele ao criar uma boa história.

Nesta aventura do aspirante a detetive Myron Bolitar e seu amigo - e, porque não, parceiro - Win, conhecemos um pouco mais de Myron, seus dramas familiares envolvendo os pais, que estão prestes a ser mudar da casa de infância de Myron, e uma paixão do seu passado, Emily Downing, que retorna à vida de Myron para lhe pedir um favor crucial: salvar a vida de seu filho, o pequeno Jeromy, portador de uma doença rara e que precisa urgentemente de um transplante de medula óssea, e como o doador compatível com o menino desapareceu do mapa, Emily resolve procurar Myron a fim de que ele possa encontrar o tal doador, jogando também a “bomba” de que Jeromy é filho dele, o que deixa o ex-atleta em dúvida sobre seu papel de pai e até mesmo de filho.

“- Você não deve nada a esse garoto - continuou Win - e ele não deve nada a você. Vamos salvar a vida dele, se é isso que você quer, mas nada além.” (Harlan Coben, p. 40)

Agora, o que seria só mais um trabalho detetivesco para Myron, torna-se também uma questão pessoal e praticamente de honra, uma vez que a vida de seu filho, até então desconhecido, está em risco. E o que a princípio parecia um simples caso de encontrar alguém desaparecido mostra-se muito mais profundo, numa trama intrincada envolvendo família, poder e o que o dinheiro pode (ou não) fazer.

Indo além das aventuras policiais, Harlan Coben tece aqui uma história com dramas pessoais e familiares, fazendo-nos questionar sobre até que o ponto iria o ser humano para proteger a família e aqueles que ama; e por isso indico a leitura a todos os que gostam de um bom romance policial com aquele algo mais que só o “mestre das noites em claro” consegue fazer!

270 páginas | 1ª edição | 2016 | Arqueiro




sábado, 4 de novembro de 2017

Parceria: Elias Flamel e Os cinco do Ciclo

Boa tarde queridos leitores e leitoras do meu Brasil!!!!
É com muita alegria que venho hoje anunciar o mais novo parceiro do blog: Elias Flamel, autor de Os cinco do ciclo, já disponível para compra pela Amazon (compre o livro clicando aqui).

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Blogueiros literários têm contato com diversos tipos de leituras e autores e no caso da ficção fantástica, muitas obras do gênero têm como foco o jogo político de nobres pelo poder, o desejo da queda de um soberano e a ascensão de um humilde para um lugar de riqueza.

Mas e se uma obra fantástica fosse voltada para um humilde líder de uma vila? Um homem comum que trabalha na terra, ama o seu povo, sua família, e não deseja riquezas. E se este homem recebesse um pedido de socorro dos deuses aos quais cultua?

Conheça Os cinco do ciclo:
Yosef de Keltoi. Presenteado na infância, por uma de suas mães, com um tesouro de muitas páginas. Cresceu com pouco, encontrou o seu amor e ao lado dela teve que instigar uma revolução entre trabalhadores do campo. Sua vitória não foi perfeita, pois falhou contra os deuses que tanto venerava. Assim, o líder de uma vila pequena, e quase oculta entre os quatro cantos do mundo, vive o começo da sua velhice. 

Não reclama de ter vivido muitos ciclos e é servo de um império que pintou de rubro nações que ousaram ser grandes. Sempre preocupado com o seu povo e com a sua família. Qual vem primeiro? É uma pergunta que necessita de tempo e páginas para ser respondida. Hitalo, o mais velho dos seus filhos, exige mais firmeza com os homens do campo. No auge da juventude, o divertido e criativo Yohan deseja provar para o seu pai que é um homem feito. Morgiana, companheira de luta, enxerga muito além do que os olhos podem ver e deseja alertar o seu amado Yosef a respeito de algo muito difícil de fugir. 

Yosef parte para Numitor, sua viagem tem como destino a capital de todo o império, lar dos homens de togas brancas que praticam um culto conhecido pelas eras. E esses mesmos homens possuem legiões em seu poder. Era para ser somente mais uma viagem dos tributos, mas o homem comum ouve boatos que colocam em risco o seu lar, a sua cultura e as suas crenças. Uma ajuda é mais que necessária, mas aqueles que são os mais poderosos e dotados de uma sabedoria milenar começam a pedir socorro. Só Yosef, o líder, pode salvar o que tanto ama.

Ao tentar, é exposto o seu passado manchado, ele reencontra velhas amizades e conhece desejos guardados dentro do peito de um dos seus filhos. Sua vontade de ter o que tanto deseja fará Yosef se embrenhar pelas ruas do império. Será preciso conviver com ladrões, fardados de rubro, uma sociedade que ama a prata e o ouro e terá de lutar até mesmo contra a fúria da natureza.

Sobre o autor: 
Sou um no meio de tantos. Nascido em São Paulo capital, 28 anos, formado em Design, pós-graduado em Escrita Criativa e Análise Literária. Publiquei o meu primeiro livro Kriguerkan como Wesley Nunes, por uma pequena editora chamada Biblioteca24Horas. Não sou um pokémon, mas a evolução na escrita e no contar histórias me fez adotar um novo nome, um pseudônimo, melhor dizendo.

Mesmo amadurecendo e tentando sempre ter mais intimidade com a escrita não abandonei as paixões e fantasias da infância, elas que moldaram minha personalidade. 

Aficionado por mitologia, desde a grega até a africana. Vejo genialidade em Hamlet e no Batman. Por tanto tempo esperei, e confesso somente para os íntimos que ainda espero a carta de Hogwarts (no mundo bruxo existe tanta coruja destrambelhada!). É difícil, quase impossível não se inspirar com O Senhor dos Anéis, porém não quero imitar esta obra e sim aprender com quem a escreveu. Se estou com dinheiro, compro tudo que tenha em alguma parte o nome Alan Moore. Já vivi Cem anos de Solidão e ela pouco melhorou quando conheci o Admirável Mundo Novo. Enquanto aguardo o novo livro das Crônicas de Gelo e Fogo conheci Patrick Rothfuss e a ansiedade logo duplicou. Desculpe pelo excesso de palavras, antes de ser autor, sou um leitor e são raras as vezes que consigo parar de falar.  
Caso tenha chegado até esta linha, muito prazer! Sou Elias Flamel e a probabilidade de nos tornarmos amigos é muito grande, pois você já me conhece muito bem. 

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Curioso? Então aguarde por novidades em breve ;)