terça-feira, 25 de abril de 2017

Geek & Game Rio Festival

Saudações leitores e leitoras!
Hoje vim aqui para falar de um evento mega divertido ao qual pude prestigiar na última semana, o Geek & Game Rio Festival (ou GGRF), o primeiro geek, gamer e nerd do Rio de Janeiro organizado pela Fagga e Supernova e localizado no Riocentro, que contou com a presença de diversas personalidades e empresas ligadas ao mundo geek/nerd, com palestras e workshops dos mais variados temas ao longo dos três dias de eventos, expositores de lojas famosas do universo geek, concursos de cosplay (caracterização e interpretação de personagens) e de games, dentre outras atividades vide programação oficial de cada dia.
Estive presente no primeiro dia (21) com alguns amigos que também curtem games, livros, HQs e afins, e achei que foi uma experiência super válida e divertida. Os palestrantes do dia, entre youtubers, escritores e influenciadores online, foram bem satisfatórios dentro dos temas propostos em suas apresentações, além de atenciosos com o público expectador ao responderem suas perguntas. Adorei a palestra sobre Star Wars, apresentada pelo Anderson Gaveta (Youtuber), Affonso Solano (escritor), Andre Gordirro (escritor) e Tiago Rex (Podcaster), onde os quatro falaram sobre suas experiências e impressões sobre a tão famosa space opera de George Lucas, sempre com muito bom humor e simpatia.
Os expositores presentes foram dos mais variados possível, e creio que isso tenha agradado a maioria (senão a todos), desde editoras para os amantes dos livros, como a Leya, o grupo editorial Record e a Pandorga, a lojas da temática nerg/geek, como a Gift Box, e até um estande da EMB (Escola de Magia do Brasil), com diversos produtos para os Potterheads *-*
Tiveram ainda áreas destinadas aos quadrinistas e escritores nacionais, onde era possível comprar e autografar seus livros e/ou quadrinhos, além de poder bater uma papo bem gostoso com os escritores e ilustradores, e uma área destinada aos criadores de games brasileiros, onde podia-se jogar uma partida de seus jogos e até comprá-los ali mesmo, valorizando assim nossos talentosos artistas nos mais variados seguimentos.
Réplicas em tamanho real do Batman e do Scorpion (vulgo Sub zero amarelo :P) no estande da Lojas Americanas

Sobre os concursos de games e os workshops, não posso comentar pois não assisti nem participei de nenhum dos dois, mas quanto aos games, adorei o espaço disponível para os jogadores amadores (meu caso 0/) matarem a saudade com seus jogos favoritos, fossem eles novos ou antigos (jogar The King of Fighters num fliperema de novo foi nostálgico!), e tudo gratuitamente.
Por fim, não posso deixar de citar os cosplayers, que estavam lindos e bastante fiéis aos personagens que estavam interpretando, além de darem um show de simpatia, tirando fotos incansavelmente ao longo do dia com os demais participantes do evento (eu e meus amigos tiramos fotos com vários deles *-*).

Alguns dos cosplayers que encontramos pelo evento. Padmé Amidala. Tina e Newt (). Luigi, Sr. Madruga e Maria (*-*)
Testemunhamos uma luta épica entre um Jedi e o famoso Sith: Darth Vader; e depois paramos para tirar uma selfie com vô Vader, o grande campeão *-*

A meu ver, o evento um pouco pequeno se levarmos em conta eventos parecidos, como a Brasil Game Show ou a Comic Con Experience ou até mesmo as bienais do livro aqui do Rio e de São Paulo. Por outro lado, levando em consideração que esta foi a primeira edição do evento, no final das contas o "tamanho" foi satisfatório.
Assim, gostei do evento no geral e acredito que com o tempo ele só tem a crescer e melhorar. A única ressalva que eu faço é com relação ao ingresso, que eu achei um pouco caro :/ Porém de resto, gostei, recomendo e pretendo voltar nas próximas edições - e se possíveis, irei mais em mais dias ;)


quinta-feira, 20 de abril de 2017

Resenha {Livro} A vida secreta das árvores (Peter Wohlleben)

Livro cedido pela editora Sextante (cortesia) ♡

Sinopse: E se tudo o que você sempre pensou saber a respeito das árvores estivesse errado? E se, apesar de tão diferentes de nós, descobríssemos que elas compartilham diversas características dos humanos?
Nos últimos anos a ciência tem comprovado que as árvores e o homem têm muito mais em comum do que poderíamos imaginar. Assim como nós, elas se comunicam, mantêm relacionamentos, formam famílias, cuidam dos doentes e dos filhos, têm memória, defendem-se de agressores e competem ferozmente com outras espécies – às vezes, até com outras árvores da mesma espécie. Algumas são naturalmente solitárias, enquanto outras só conseguem viver plenamente se fizerem parte de uma comunidade. E, assim como nós, cada uma se adapta melhor a determinado ambiente.
Em A vida secreta das árvores, o engenheiro florestal alemão Peter Wohlleben alia seus 20 anos de experiência às últimas descobertas científicas para examinar o dia a dia desses seres fantásticos. Com um ponto de vista surpreendente e inovador, o livro se tornou um fenômeno na Alemanha, entrou para a lista de mais vendidos do The New York Times e teve seus direitos negociados para 18 países. Essa viagem fascinante pela vida das árvores e florestas é um convite a repensarmos nossa relação com a natureza.

Não costumo me interessar por livros de não ficção (a não ser livros específicos da área de Literaturas <3), mas quando ganhei esse livro no evento da Sextante e Arqueiro fiquei intrigada pela proposta que ele traria e resolvi pegá-lo para ler. E olha: que surpresa maravilhosa!

Peter Wohlleben é um engenheiro florestal alemão que foi além das suas tarefas diárias de trabalho ao analisar as árvores mais de perto. Atuando como gestor de uma floresta em Hümmel, na Alemanha, Peter usa sua experiência com esses seres tão pouco explorados que são as árvores para ensinar sobre a vida nas florestas, como elas ajudam umas às outras, bem como os demais seres que compõem todo o ecossistema das matas. 
Com uma linguagem simples, dinâmica e bem embasada cientificamente - haja vista as obras citadas no anexo ao final do livro -, o autor revela diversas curiosidades sobre as árvores, em textos curtos e bem informativos, fazendo com que a leitura tenha uma fluidez incrível!

Deixo aqui então minha recomendação de leitura pra todos os que buscam mais informações sobre as árvores e/ou plantas em geral, bem como àqueles que querem passar o tempo e aprender novas coisas no processo ^^

"Por que as árvores são seres tão sociais? Por que compartilham seus nutrientes com outras da mesma espécie e, com isso, ajudam suas concorrentes? Os motivos são os mesmos que movem as sociedades humanas: trabalhando juntas elas são mais fortes [...]"
(Peter Wohllebem, p. 11)

216 páginas | 1ª edição | 2017 | Sextante

terça-feira, 18 de abril de 2017

Resenha {Livro} - Outlander: A libélula no âmbar (Diana Gabaldon)

Atenção! Esta resenha contém spoilers do primeiro livro (resenha aqui), portanto leia por sua conta em risco ;)
Livro cedido em parceria com a editora Arqueiro para resenha 
Estamos em 1968; 23 anos se passaram desde que Claire Fraser/Randall passara pela fenda nas pedras em Craigh Na Dun, voltando a seu tempo e deixando para trás seu grande amor, Jaime Fraser. 23 anos após Frank Randall ter reencontrado a esposa desorientada sem ter a mínima ideia do realmente acontecera com ela. E é anos depois que Claire retornas às Terras Altas da Escócia acompanhada de sua filha Brianna em busca de respostas.

"- Eu amava Frank - falei em voz baixa, sem olhar para Bree. - Eu o amava muito. Mas a essa altura, Jamie era meu coração e o ar que eu respirava. Não podia deixá-lo. Eu não podia - disse, erguendo a cabeça de repente para Bree, numa súplica. Ela retribuiu o olhar, o rosto impassível."
(Diana Gabaldon, p. 89)

Em A libélula no âmbar, segundo volume da grande série Outlander, de Diana Gabaldon, vemos uma Claire mais madura (e de certa formas mais “endurecida pelo tempo”) e que anseia por saber qual destino teve Jamie e tantos outros que ela conhecera 2 séculos atrás.

Dividia em várias partes, a história começa no retorno de Claire à Escócia onde reencontra Roger, filho adotivo do já falecido reverendo Wakefield, que fora um grande amigo do também falecido Frank e juntos formavam uma boa dupla de entusiastas na história da causa jacobita. Roger voltara à casa paroquial onde seu pai vivera seus últimos anos a fim de organizar suas pesquisas, e entre os livros e documentos do reverendo sobre a história das revoltas escocesas, Claire almeja encontrar alguma coisa que revele se Jaime viera de fato a falecer na famosa batalha de Culloden, revelando assim a sua filha o que lhe acontecera tantos anos antes - no que somos mais uma vez transportados ao passado enquanto Claire narra sua história.

Estamos em meados de 1744 agora. Claire e Jaime, com a ajuda de parentes dele, estão indo rumo à França, e embora o escocês ainda esteja apoiando a causa jacobita, graças ao conhecimento de Claire ambos tentarão evitar a batalha que culminará na morte de dezenas dos habitantes das Terras Altas e no fim de muitos clãs (inclusive do clã Fraser), tendo, portanto, de impedir que os planos do príncipe Charles Stuart cheguem ao ponto da batalha final.

Nesta outra parte da trama, conhecemos a França do século XVIII, seus costumes e tradições, além dos grandes nomes da época, que num misto de ficção e realidade, contracenam com Claire, Jaime, Murtagh e cia. ao longo da história; e a meu ver é exatamente isso o que torna essas histórias tão especiais. A forma como Gabaldon mescla história real com ficção é fantástica (e eu sempre acabo aprendendo bastante sobre a história da Escócia, Inglaterra e etc.), levando-nos ao passado junto com suas personagens enquanto lemos.

"[...] Apenas para nos perdermos um do outro definitivamente, quando entrei no círculo de pedras, atravessei a loucura e saí do outro lado, no passado que era agora o meu presente."
(Diana Gabaldon, p. 544)

Como se não bastasse essa parte histórica (a grande estrela na trama, na minha opinião), há também o romance de Claire e Jaime, ainda mais acentuado neste volume (o que me irritou um pouco, confesso), mas nada que tire o mérito de romance histórico; e por fim podemos vislumbrar toda a força e determinação de Claire, que num passado distante, em meio a lutas e guerras, se mostra sempre uma mulher forte e a frente de seu tempo - seja ele 1968 ou 1744.
Sendo assim, este é o tipo de história que agrada a todos (ou quase todos), mesmo com seu inicialmente intimidante tamanho (mais de 900 páginas), que em diversos momentos nem dá pra “sentir” tanto (só o peso do livro mesmo; mas isso a gente gosta XD). Portanto, leitura recomendadíssima!

E da mesma forma recomendo a série da Starz (Disponível na Netflix ), que atualmente está na terceira temporada, correspondem respectivamente aos livros A viajante do tempoA libélula no âmbar O resgate no mar, está bastante fiel à história criada por Gabaldon e com um elenco e produção incríveis!

935 páginas | 1ª edição | 2016 | Arqueiro






quinta-feira, 13 de abril de 2017

Resenha {Livro} Os 13 porquês (Jay Asher)

Angustiante. Esta é a melhor palavra pra definir este livro, porque caramba... que história!
"No meio da sala, à esquerda, estará a carteira de Hannah Baker.
Vazia."
(Jay Asher, p. 9)

Faz algumas semanas que a jovem Hannah Baker se suicidou, o que chocou a todos na sua cidade. E agora, depois de todo esse tempo, Clay, um garoto introvertido que estudara com Hannah e fora secretamente apaixonado por ela, recebeu uma caixa com 7 fitas contendo 13 gravações de Hannah; essas gravações são destinadas a 13 pessoas diferentes, que segundo a própria Hannah, forma os responsáveis por ela ter feito o que fez. Quem receber a tal caixa, deverá escutar as fitas até descobrir seu nome e o que fez a Hannah, e então escutar a próxima gravação para repassar a caixa com as fitas à próxima pessoa (aquela que está na gravação seguinte).
Agora que Clay recebeu as fitas com as gravações de Hannah, ele precisa saber: o que ele fez? O que foi que ele fez para Hannah que a levou a suicidar-se? Ele só descobrirá o porquê de estar na lista dos “responsáveis” pelo ato de Hannah se escutar as gravações, então é isso que ele faz: escuta cada uma até o final, passando sempre pra próxima e esperando quando seu nome aparecerá. E enquanto faz isso, Clay descobre que nem todas as pessoas são o que aparentam ser, que todos escondem suas verdadeiras intensões. E que uma série de acontecimentos ruins pode arruinar a vida de alguém – especialmente alguém muito jovem.

Já faz um tempo que eu tinha curiosidade de ler esse livro, e quando soube da série baseada nele que estrearia este ano na Netflix, não pensei duas vezes: precisava ler o livro o quanto antes!
Como disse no começo dessa resenha, essa história é angustiante! A todo o momento, enquanto Clay escutava as gravações de Hannah e sentia toda a angustia de não poder mais ajudar Hannah, eu sentia o mesmo que ele. E sentia também raiva pelas pessoas que fizeram com que Hannah cometesse suicídio, algumas incompreensivas, outras puramente egoístas, e outras ainda sem saber o mal que faziam a ela.  O que me fez, como leitora, refletir sobre as coisas que eu já falei ou que já fiz que podem afetar alguém de forma diferente do que afetaria a mim mesma. E eu gostei muito desse livro por tratar de um assunto pouco discutido, principalmente entre os jovens, por ser considerado um tabu na nossa sociedade: o suicídio. Acho que o assunto deveria sim ser discutido, e quando vejo isso sendo feito na ficção - seja por um livro ou um filme -, acho super válido, já que poderá gerar maiores discussões posteriormente.
Sem dúvida indico aqui esta leitura e a indicarei sempre que possível.

"[...] Portanto, as pessoas muitas vezes são levadas a acreditar que a morte foi um acidente. O problema é que não ficamos sabendo o que realmente sentem as pessoas com as quais convivemos."
(Jay Asher, p. 148)

E confira a seguir o trailer da série, que teve sua estreia na Netflix em março deste ano:


244 páginas | 1ª edição | 2009 | Ática




quinta-feira, 6 de abril de 2017

Resenha {Livro} 1° a morrer (James Patterson)

Este livro, que dá início à extensa série O clube das Mulheres Contra o Crime, apresenta Lindsay Boxer, a policial da divisão de homicídios de sua cidade que acaba de se deparar com um duplo assassinato que está chocando a todos: um casal fora brutalmente assassinado em sua noite de casamente num luxuoso hotel no estado da Califórnia. Caberá então à Lindsay investigar este caso, que está sendo um verdadeiro mistério a todos na polícia da região.
Enquanto Lindsay conduz as investigações com Chris Raleigh, um capitão designado pelo governo para acompanhar Lindsay neste caso em específico, a jornalista Cindy Thomas vê no brutal duplo homicídio uma chance de mostrar seu potencial como repórter da seção policial do jornal onde trabalha, e assim decide ir até a cena do crime para tentar obter seu “furo de reportagem”, onde conhece meio que por acaso a policial Lindsay.
No decorrer das investigações, Lindsay decide visitar o necrotério onde trabalha a médica legista Claire Washburn, sua amiga e conselheira, que com sua exímia habilidade de investigação através da morte, será de vital importância para a solução deste caso.
Entretanto, mesmo com todo aparato a sua disposição, a polícia local ainda vê o caso como um grande mistério, o que leva Lindsay, Cindy e Claire a unirem forças e formarem o “Clube das Mulheres Contra o Crime”, fazendo investigações por conta própria, cada uma em suas respectivas áreas de atuação. Então outro casal é assassinado da mesma forma, o que leva Lindsay a crer que se trata de um serial killer maníaco por recém casados - o que já facilita nas buscas pelo assassino. Eis então que surge Jill Bernhardt, assistente da promotoria conhecida por seu exímio talento nos tribunais e que servirá de grande ajuda às investigações “paralelas” do grupo.
Agora a descoberta do assassino está nas mãos dessas quatro mulheres, que se mostram as melhores no que fazem tendo ainda que lutar por suas carreiras - que poderão ficar em risco - num mundo profissional dominado pelos homens.

Não sabemos para que lado o trem foi se olhamos só para os trilhos.
(James Patterson)

Com uma trama repleta de reviravoltas, o livro me conquistou do início ao fim (literalmente ao fim, já que até o último parágrafo foi revelador). Estou fascinada com essa história e mal posso esperar para continuar a ler essa série do James Patterson, que sem dúvida já ganhou uma nova fã!
Super recomendo a todos aqueles que gostam dos bons romances policiais, histórias de investigação, suspense e afins.

374 páginas | 1ª edição | 2008 | Rocco