quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Resenha {Livro} - À procura de Audrey (Sophie Kinsella)

Em À procura de Audrey, novo romance YA (Young Adult) da diva Sophie Kinsella, conhecemos Audrey, uma adolescente que levava um vida normal até o dia em que sofre uma série de ataques de Bullying na escola e acaba desenvolvendo depressão e fobia social. Aos poucos, a menina para de frequentar a escola e isola-se daqueles à sua volta, restringindo o contato com outras pessoas aos seus pais, seus irmãos e sua médica.

"Posso jantar com a minha família. Ir à sessão com a Dra. Sarah na pequena bolha que compreende carro-sala de espera-consultório da Dra. Sarah-carro-casa. Todas as pessoas em meus grupos de terapia em St. John's... elas são um porto seguro também. Pois não são uma ameaça. [...]
O problema está em todo mundo que resta. As pessoas na rua, à porta da frente, no telefone. Não fazemos ideia de quanta gente há no mundo até começarmos a morrer de medo delas. [...]"
(Sophie Kinsella, p. 46)

Indo regularmente à médica, Audrey apresenta pequenas melhoras que, ainda que não sejam da maneira como a jovem esperava (mais rápido), é gradual, o que é bastante significativo se levar em conta o trauma sofrido por ela (o que não descobrimos de imediato).
Tudo parecia continuar da mesma maneira até que Linus, um amigo do irmão mais velho de Audrey, vai à casa deles para jogar com o menino. Linus "conhece" Audrey, tenta aproximar-se da menina, mas percebe que ela não quer contato naquele momento e não insiste. O tempo, Linus continua indo à casa de Audrey jogar com seu irmão, e aos poucos consegue comunicar-se com ela (mesmo que de maneira pouco convencional). Aos poucos, Audrey vai se abrindo para ele, e consequentemente para o mundo, apresentando melhoras incríveis de sua condição. Mas não é somente da melhora dela que se trata: trata-se também do amor que vai aos poucos surgindo entre os dois.

Achei a capa linda e delicada, além de ter ligação com a história 

Narrado pela protagonista, À procura de Audrey aborda temas sérios - bullying, depressão, fobia social - de maneira bastante leve. Por ser narrada pela Audrey, não conhecemos de imediato qual foi o trauma pelo qual ela passou. Apenas no decorrer da história é que descobrimos onde foi, quem fez, o que fez, etc., isso sem dar muitos detalhes (o que achei bem interessante, visto que mostra que a própria Audrey ainda não estava à vontade de falar sobre aquilo). 
Os demais personagens são cativantes e bem construídos (menção honrosa para Linus - muito amorzinho - e a mãe de Audrey - responsável pelas partes mais engraçadas da história), além de bastante "reais", incluindo a própria Audrey, que poderia ser qualquer um de nós (ou alguém próximo).

As mil marcações que fiz no livro ^^'

A contracapa, que como a capa, tem relação com a história


Se eu me identifiquei com esse livro? Muito! Se amei a história? Com certeza! Se é uma das minhas favoritas? Sem dúvida! Meu coração está agora dividido entre esse livro e o Menina de vinte (resenha aqui) sobre qual é meu favorito da autora <3
Leiam e se encantem também com essa história delicada, simples e profunda.

334 páginas | 1° edição | 2015 | Galera Record




2 comentários:

  1. Primeiramente, a capa desse livro é linda.
    Segundamente, me deu muita vontade de ler. Só não lerei logo porque há pouco tempo terminei Amy e Matthew, um livro consideravelmente pesadinho, sabe? Então, não tô ainda no pique pra mais uma história assim. Quero uma coisa bem leve ou bem diferente, por enquanto.

    Clara
    @clarabsantos
    clarabeatrizsantos.blogspot.com.br

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  2. Oii Belle! Eu adoro os livros da Kinsella!! Então não vejo a hora de ler esse também!
    Que legal que ela aborda esses temas mais polêmicos no livro. Parece ser uma leitura deliciosa!
    Menina de Vinte ainda não li também... Todo mundo adora! :D
    Beijão!!
    E bem-vinda a mais uma Retrospectiva Literária! \o/ Agora falta pouco!!

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