terça-feira, 22 de março de 2016

Resenha {Livro} - Caixa de pássaros (Josh Malerman)

Olá, Leitores e Leitoras.
Já ouviram falar do livro Caixa de Pássaros? Apesar de ter uma classificação de terror, em minha opinião, está mais para suspense. Terror, a meu ver, tem que ser algo que realmente dê muito medo, a ponto da pessoa não conseguir dormir ou ser assombrada por pesadelos a noite toda; e não foi esta minha reação ao final do livro (graças à Deus!).
Em seu romance de estreia, Josh Malerman apresenta a batalha de Malorie pela sobrevivência. Não só dela, mas de toda a humanidade. Isso mesmo, leitores, a obra se passa num mundo pós-apocalíptico, onde as pessoas tem que andar com os olhos fechados para não morrerem.


Malorie é uma jovem que se muda do norte para o sul dos Estados Unidos junto com a irmã. Mas noticias sobre mortes estranhas e horrendas começam a ser noticiadas na mídia. A princípio, a jovem não acredita muito nessas mortes, afinal, não podemos acreditar em tudo que a TV e a Internet (principalmente esta) divulgam. Até que Malorie encontra a irmã morta no banheiro de casa. É, então, que a personagem se vê grávida, sozinha, num mundo que beira ao caos. Assim, ela decide procurar ajuda numa casa cujos moradores recebem quem quiser ali se refugiar: ela dirige até a casa de olhos vendados e essa parte realmente causa muito nervoso no leitor; o autor descreve tão bem a situação da personagem que parece que estamos dentro do carro, de olhos vendados e só utilizando a memória fotográfica e o bom senso para chegar à seu destino salva. E você deve estar se perguntando o motivo de não poder abrir os olhos: o único ponto lógico dessas mortes é que ao ver algo ou alguém, as pessoas tem comportamento agressivo e suicida. E, como já disse, são as partes “no escuro” que torna a história tensa como, por exemplo, quando Malorie decide sair do seu refúgio com os filhos e fugir para outro refúgio através do rio.
A pergunta que me fiz durante toda a leitura foi se seria capaz de sobreviver num mundo usando somente a audição, o que também me leva a pensar o quão difícil deve ser para um deficiente visual andar pelas ruas sem nenhuma infraestrutura que os auxilie. Mais do pensar na história em si e no motivo de tudo ter acontecido, refleti nessa dificuldade que há na nossa sociedade. Se essa foi a intenção ou não do autor, não sei informar, só sei que alcancei essa ideia. 
Ah, esqueci de mencionar o quanto a personagem principal é chatinha. Mas ainda bem que há outros personagens para nos prender na trama. 

"Não abra os olhos.

Abraços e até breve.

272 páginas | 1° edição | 2015 | Intrínseca





Um comentário:

  1. Uma pena que esse livro não tenha sido tão fabuloso para você, assim como foi para muitos leitores. Mas com certeza se o autor deixa margem para cada um imaginar o que pode estar matando as pessoas, esse grau de terror e imaginação terá diferentes níveis de pessoa para pessoa.
    Enfim tenho o livro e pretendo ler ainda nesse primeiro semestre, espero gostar.

    Leituras, vida e paixões!!!

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