segunda-feira, 13 de junho de 2016

Resenha {Livro} - Crônicas de Leemyar - O necromante (Eddie Van Feu)

As amigas Vanna (uma humana meio louquinha e sem noção) e Grouf (uma elfa que se orgulha de não ser uma humana) se conheceram no decorrer de sua jornada rumo à vida de heroínas e é na aparentemente pacata Leemyar que decidem iniciar suas aventuras. Mais tarde elas encontram os amigos Dirk (um sacerdote aspirante a guerreiro) e Romano (um corajoso guerreiro de fato); e juntos, este novo e inusitado grupo de aspirantes a heróis parte em busca de aventuras numa cidade desconhecida.

“A necessidade une as pessoas. Nesse caso, nossos quatro amigos precisavam desesperadamente de dinheiro. Vindos de famílias de poucos recursos, quase todo o dinheiro que tinham estava no fim. Por isso, se uniram numa primeira aventura. Alguém havia oferecido uma recompensa por um mago chamado Noicent Von Barh e diziam que ele ainda estava nas ruínas de seu castelo, nos arredores da cidade [...]”
(Eddie Van Feu, p. 11)

A jornada desse novo grupo de heróis começa com uma “visita” ao castelo do temível mago Noicent, que há muitos anos fizeram mal à cidade de Leemyar, a fim de captura-lo. Passando por poucas e boas, eles conseguem realizar a difícil tarefa e recebem sua recompensa, o que torna possível uma grande melhoria em seus dias como guerreiros (que até então viviam de dormir em pensões duvidosas e pouca comida).

“Conseguimos! - continuou ela, olhando para os companheiros. - Enfrentamos perigos e conquistamos a recompensa! Somos aventureiros de verdade!”
(Eddie Van Feu, p. 93)

Com a tal recompensa, o grupo acaba se tornando bastante unido, e juntos eles abrem um centro de recrutamento de novos heróis, que, como eles, sonham em tornar-se bravos guerreiros.
A vida parecia boa e tranquila, com os negócios indo de vento em popa, até que uma repentina (e misteriosa) mudança de comportamento num dos membros do grupo de heróis colocará todos em perigo e as amizades à prova.
Uma narrativa fantástica envolvente recheada de ação, que não te deixará largar o livro até a última página, que termina com aquele gostinho de quero mais (que me deixou louca pela continuação, A espada dos dragões). Outro ponto que merece destaque na trama é o humor acentuado das personagens (como acontece nos livros da série Os dragões de Titânia, de Renato Rodrigues, que se passa no mesmo mundo/universo da obra da Eddie - temos até a presença de um personagem das histórias d’Os dragões de Titânia ao longo da narrativa).
Conheçam o mundo de Leemyar e embarquem também numa jornada rumo ao desconhecido ao lado do inusitado grupo de novos heróis da cidade.

247 páginas | 1° edição | 2013 | Linhas Tortas



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