segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Resenha {Livro} Cidade dos Etéreos (Ransom Riggs)

“Juro solenemente não fazer nada de bom.”

Olá, leitores.
Estou de volta com mais uma resenha. E aproveitando o mês peculiar que passou, Outubro (Halloween e Potter Day), vamos falar, “resenhar” sobre o livro Cidade dos Etéreos, a continuação de O Orfanato da Senhorita Peregrine Para Crianças Peculiares (confira a resenha clicando aqui) - cansada de pronunciar tudo isso - do escritor Ransom Riggs.
O segundo livro da trilogia peculiar começa exatamente onde termina o primeiro: os peculiares fugindo da ilha de Cairnholm (que tentei descobrir se realmente existe, mas não consegui. Se alguém souber, nos avise) para tentar salvar a Srta. Peregrine e escapar dos etéreos. Para isso, os peculiares pegam barcos atracados na baía e navegam em direção ao continente. No meio da travessia, eles enfrentam soldados e uma baita tempestade, que os faz perder quase todos seus pertences, exceto um livro que contém contos peculiares e que descobrimos através de Milliard que não são apenas histórias para crianças dormirem. Esse é um ponto muito interessante, pois esse livro é o Contos Peculiares, que foi lançado recentemente pela editora Intrínseca.
A história toda mostra Jacob e os outros atravessando várias fendas para tentar salvar a Peregrine e, assim, tentar salvar o mundo peculiar. Em mais de 300 páginas, o autor apresenta vários personagens novos, conta a história de cada peculiar conhecido do leitor, mostra o quanto Jacob se sente preocupado com os pais e o mais legal, descreve a Londres de 1940 e seus bombardeios, o que nos deixa com um sentimento de medo e aflição por todos que passaram pela Segunda Guerra Mundial. Torna-se cansativo pelo fato de que Riggs enrola muito para chegar ao desfecho da história assim como no primeiro volume.
Quanto à estética do livro, continua impecavelmente incrível e lindo. O livro é azul, de capa dura e escrito em letras bonitas “Perplexus Anomalous”, que descobrimos o significado ao longo do texto. No início, temos um resumo de cada peculiar e de cada não peculiar e, ao final, podemos ler uma pequena entrevista com o Ransom Riggs, onde ele conta um pouco do processo criativo do livro e das imagens - que são perfeitas, como sempre.
É um livro bom? Sim, mas esperava mais no sentido de que poderia não esticar tanto a viagem das crianças. Agora é ler Biblioteca das Almas para saber como termina toda a saga dos peculiares.

“Malfeito feito.”

384 páginas | 1ª edição | 2016 | Intrínseca


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