segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Resenha {Livro} Cidade dos Ossos (Cassandra Clare)

Cidade dos ossos foi uma boa surpresa. Demorei (muito!) a ler esse livro - tentei ler em 2013 em ebook pra um clube do livro que eu participava na época e depois em 2014, quando comprei a edição impressa para levar à Bienal do Livro de SP para autografar (o que não rolou), mas acabei deixando-o de lado (#shameOnMe). Até que esse ano, quando o vi na lista dos livros do outro clube do livro que participo, pensei: “É agora! Tenho que ler esse livro!”. E caramba, me arrependi te der demorado tanto pra ler conhecer essa história magnífica!
Clarissa (Clary) Fray vive com a mãe, Jocelyn, em Nova York; decidindo numa noite visitar a boate Pandemônio com seu melhor amigo, Simon, Clary presencia uma cena estranha que aparentemente só ela pode ver: um grupo de jovens atacando (e matando) outro jovem. Sem saber o que fazer, Clary decide ir pra casa e não tocar mais no assunto. Mal sabia ela que a partir daí sua vida estava prestes a mudar.
Logo no dia seguinte, já em casa, Jocelyn diz à filha que elas e seu amigo, Luke, deverão viajar imediatamente, o que fizera sem consultar Clary, deixando-a bastante irritada. A garota então sai de casa irritada, não atendendo às incessantes ligações da mãe, e mais tarde, antes de voltar para casa, acaba reencontrando Jace, um dos jovens que vira atacando o outro na noite anterior. Após conversar com ele, Clary retorna a casa já preocupada com as mensagens que a mãe lhe deixara no celular, e chegando lá descobre que fora atacada e sua mãe levada por alguém. Pra completar a situação cada vez mais bizarra, Clary dá de cara com um ser terrível que mais tarde descobre se tratar de um demônio, e assim começa a descobrir sobre o Mundo de Sombras, todos os seres “místicos” que vivem pelo mundo e que a maioria das pessoas não é capaz de ver, apenas uma pequena parcela de pessoas (incluindo Jace) conhecidas como Caçadores de Sombras.

“[...] A lenda dos Caçadores de Sombras diz que foram criados há mais de mil anos, quando os humanos estavam sendo dominados por invasões de demônios de outros mundos. Um feiticeiro invocou o Anjo Raziel, que misturou um pouco do próprio sangue com o de alguns homens e o deu para que estes o bebessem. Aqueles que beberam o sangue do Anjo se tornaram Caçadores de Sombras, assim como seus filhos e os filhos de seus filhos. O cálice passou a ser conhecido como Cálice Mortal [...]”
(Cassandra Clare, p. 83)

Logo depois de descobrir o ataque à sua casa, Clary parte com Jace ao Instituto onde ele e outros Caçadores de Sombras treinam suas habilidades - e alguns, como ele, vivem - a fim de descobrir o que aconteceu com sua mãe e entender o porque dela conseguir enxergar o que outros mundanos (seres humanos comuns, que não são Caçadores de Sombras) como ela não conseguem.
A partir deste momento começa uma busca incansável de Clary por sua mãe e seu “auto entendimento”, bem como dos outros pelo tal Cálice Mortal, que pode ter sido a causa do desaparecimento de Jocelyn.
Embora tenha demorado um bocado para pegar um ritmo legal, a história é cativante e instigante, o que me deu mais ânimo para terminar a leitura. Um ponto negativo na minha opinião foram os capítulos (gigantes), mas nada que um pouco de esforço não supere ^^’ Em contrapartida, o lado fantástico é bastante recorrente (embora não tenha sido muito desenvolvido, mas considerando que este é o primeiro volume da série isso pode mudar) , o que já me ganhou com seus lobisomens, fadas, vampiros e feiticeiros (amo ♥). Por fim vale ressaltar os personagens, alguns bem irritantes no começo (Alec e Magnus que o digam ¬¬), mas que no decorrer da história ganharam um espaço no meu coração literário (Luke ♥), da mesma forma que outros serão eternamente odiados pelo que fizeram, em especial o grande vilão da trama - que aparentemente trata-se do vilão de toda a série.

No mais, deixo aqui minha indicação de leitura aos fãs de literatura fantástica e uma boa aventura. E aguardo agora ansiosamente para continuar lendo a série.

459 páginas | 30ª edição | 2014 | Galera Record





Nenhum comentário:

Postar um comentário