segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Resenha {Livro} Isla e o Final Feliz (Stephanie Perkins)

Sinopse: Tímida e romântica, Isla tem uma queda pelo introspectivo Josh desde o primeiro ano na SOAP, uma escola americana em Paris. Mas sua timidez nunca permitiu que ela trocasse mais do que uma ou duas palavras com ele, quando muito.
Depois de um encontro inesperado em Nova York durante as férias envolvendo sisos retirados e uma quantidade considerável de analgésicos, os dois se aproximam, e o sonho de Isla finalmente se torna realidade. Prestes a se formarem no ensino médio, agora eles terão que enfrentar muitos desafios se quiserem continuar juntos, incluindo dramas familiares, dúvidas quanto ao futuro e a possibilidade cada vez maior de seguirem caminhos diferentes.
O que dizer sobre a Stephanie Perkins... Tive um amor à primeira vista por ela em Lola, e em Anna eu soube que leria tudo dela (sim, até a lista de supermercado e algum lembrete fofo que ela deixou), e foi uma empolgação quando ela divulgou que ia ter mais um livro nesse universo, o que me levou com facilidade a querer ler Isla. Porém tudo ficou meio confuso quando terminei o livro, talvez tenha sido eu que mudei desde a última vez em que li seus livros; eu realmente não consegui entender, mas o que eu conclui foi: eu não gostei tanto de Isla.

Isla começa muito como aquelas meninas de muitos clichês por aí em que só se fala sobre o menino pelo qual ela está apaixonada, o que me no começo não via problema nenhum; mas quando vi que sabia mais sobre a vida de Josh do que da personagem narradora, comecei a ficar frustrada. Eu sei que a Stephanie Perkins ama clichês, mas acho que dessa vez ela não soube colocar bem isso de uma “boa” forma.
A protagonista tem características realmente preocupantes, além do fato de ela só falar sobre Josh, que de uma maneira exageradamente rápida começam a namorar, ela sabia que coisas sobre a vida dele que só uma stalker saberia, o que a deixou bem obsessiva em relação a ele, e que por conta disso a fazia agir de maneira meio imatura, principalmente quando se tratava de seu melhor amigo Kurt, e isso tudo me fez questionar o porquê da escolha do nome da personagem principal compor o Final Feliz, se, ao meu ver, esse Feliz no inicio do livro ser bem exagerado.
Porém depois de um ponto tudo mudou, e foi a partir dessa mudança que eu comecei a gostar do livro.
Eu senti o amor que eu tenho por tudo que a Perkins escreve, e o rumo do livro, assim como Isla, que possui vários questionamentos, agora não só sobre Josh e ela, mas também sobre como suas futuras decisões e o como será o rumo de tudo, e eu sinto o que ela sentiu; ela percebeu que sua vida não era só seu namorado e que todas as suas dúvidas poderiam ser resolvidas somente consigo mesma. Isso fez mudar sua personalidade completamente, e não existe melhor jeito de mudar a si quando é para nós mesmos e não por outra pessoa.
E foi aí que entendi o Final Feliz. Foi tudo lindo, e quando vi as participações das outras protagonistas (Anna e Lola), eu não consegui parar de chorar, tudo me fazia chorar, e foi assim até a última página!

Esse livro não tem como eu dar nota, um “três” seria injusto com o final e um “quatro” ou “cinco” não chega nem aos pés do começo do livro.
Como disse um colega meu, Henri B. Neto, do canal Na Minha Estante, “Queria que o livro se parecesse menos com Anna e lembrasse mais Lola - e, no fim, não foi nenhum dos dois. No fim, Isla seguiu o próprio caminho.
299 páginas | 1ª edição | 2015 | Intrínseca


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