quinta-feira, 22 de junho de 2017

{Curiosidades literárias} “Pateta! Chorão! Desbocado! Beliscão!” - quatro formas de dizer “Outros”

Neste mês (junho) estamos comemorando os 20 anos de lançamento da primeira edição de Harry Potter and the Philosopher’s Stone pela editora Bloomsbury, responsável pela publicação dos livros da série Harry Potter no Reino Unido, e por isso, o Pottermore (site oficial da saga do bruxinho) promoveu o Wizarding World Book Club (leia o post sobre ele clicando aqui), e eu resolvi participar lendo a série Harry Potter em inglês dessa vez - o que está sendo um desafio e tanto e ao mesmo tempo uma surpresa maravilhosa - e enquanto lia Harry Potter and the Socerer’s Stone (edição americana, da editora Scholastic), me deparei com a seguinte fala de Dumbledore:

“Welcome to a new year at Hogwarts! Before we begin our banquet, I would like to say a few words. And here they are: Nitwit! Blubber! Oddment! Tweak!”
(Harry Potter and the Sorcerer’s Stone, Scholastic, 2013)

E na edição brasileira, da editora Rocco, ficou assim:

“- Sejam bem-vindos! – disse. – Sejam bem-vindos para um novo ano em Hogwarts! Antes de começarmos nosso banquete, eu gostaria de dizer umas palavrinhas: Pateta! Chorão! Desbocado! Beliscão! Obrigado.”
(Harry Potter e a Pedra Filosofal, Rocco, 2000)

Como as palavras "Nitwit", "Blubber", "Oddment" e "Tweak" eram novas pra mim, resolvi pesquisa-las a fim de descobrir suas traduções literais e o significado de cada uma (e bato palmas pra Lia Wyler pela excelente adaptação para o português, que já foi inclusive elogia pela própria Rowling). Mas voltando às palavras, enquanto pesquisava sobre ela, achei um artigo bem interessante num site destinado ao universo Potterhead que trazia uma teoria sobre a escolha dessas quatro palavrinhas do nosso eterno diretor Alvo Dumbledore; e por isso resolvi traduzir o artigo para vocês. Vamos lá?!
Essas quatro palavras de Dumbledore, em seu discurso após a seleção das casas em Pedra Filosofal, impressionaram Harry (e também a Sra. Rowling) a ponto dele lembrar delas no funeral do diretor em Enigma do Príncipe.
O contexto de seu discurso é a seleção dos primeiro-anistas para suas respectivas casas. E apesar de soar estranho, Alvo Dumbledore parece fazer um apontamento importante sobre as divisões que foram feitas e as identidades que estes estudantes tomarão. Em resumo, cada uma dessas quatro palavras é um “rebaixamento” que uma casa poderia usar para descrever “outra” (qualquer um que não faça parte de sua nova casa).
- “Pateta” (Nitwit): Corvinal (Ravenclaw) é a casa das bruxas e dos bruxos de grande inteligência. Como uma regra, as “crianças de Rowena” (estudantes da casa de Rowena Corvinal) julgarão como “patetas” aqueles que não foram selecionados como membros de seu seleto grupo ou os iniciantes (no sentido de ter pouca inteligência).
- “Chorão” (Bubbler): “bubbler” é uma plavra usada em inglês (como gíria) no sentido de “gordo”; crianças usam-na de forma pejorativa com seus colegas que estão acima do peso e possivelmente são menos atléticos. Grifinória (Gryffindor), casa dos atletas ou “de fraternidade” (jock and frat house) vê os demais como menos atléticos ou menos corajosos; dessa forma, alguém com onze anos provavelmente achou que “bubbler” (ou “chorão”, em português *) teria significado suficiente (àqueles que fossem diferentes).
* Na edição brasileira, o “chorão” provavelmente é para designar alguém sem coragem, bravura ou ousadia. 
- “Desbocado” * (Oddment): Essa (oddment) é uma palavra do vocabulário de costura e tecido (ou corte e costura); significa resto de roupas, uma sobra sem tamanho suficiente para se fazer algo significante. Sonserinos (Slytherins) são amantes de “sangue-puro”, “totalidade” e “integridade”. Assim, “outro” para um Sonserino é qualquer bruxo ou bruxa nascido com pureza (de sangue) insuficiente, o que faria desse bruxo ou bruxa uma “sobra” ou até mesmo alguém sem valor.
* Na edição brasileira, o “desbocado” também poderia significar impureza ou falta de nobreza, falando assim fora da norma culta, usando um vocabulário informal ou até de baixo calão.  
- “Beliscão” (Tweak): Lufa-Lufa (Hufflepuff) é a casa de Hogwarts daqueles da comunidade mágica que não são inteligentes, corajosos ou puros o bastante para as três casas citadas anteriormente. Como sugere Malfoy na loja Madame Malkin em Pedra Filosofal, eles parecem ser da casa que ninguém quer estar, e sucesso de Cedrico em Cálice de Fogo é visto como algo inusitado para um Lufano. Esse parece ser o entendimento dos Lufanos sobre si. Eles olham para os “outros” e veem “excesso” ou “desequilíbrio”, e não “excelência” e “virtudes” que lhes faltam. Lufanos são bruxos e bruxas “pés no chão”, humildes e pessoas reais. Os “outros” precisam ser beliscados ou ajustados para remover seus excessos e serem assim trazidos para a média (no sentido de serem normais ou comuns), que como Aristóteles ensinara, é onde a virtude realmente está.
O diretor não faz um discurso longo sobre a decepção por eles terem sido divididos e em breve verão a si como melhores que seus amigos, que infelizmente foram selecionados para as “outras” casas. Como um bom professor de linguística pós-moderna (ou alguém a frente de seu tempo), ele percebe que o Chapéu Seletor é uma forma de metanarrativa (uma narrativa dentro da própria narrativa) ou do Grande Mito daquilo que é o verdadeiro vilão de seu mundo (a divisão da comunidade mágica), e “joga” isso numa frase cômica para aqueles capazes de escutar além do que ele dissera.
Como Harry atua como Quintessência (o melhor, mais apurado, essencial) para as quatro casas e para os quatro irmãos mágicos (os fundadores de Hogwarts), e, portanto, estava destinado a seu papel como “O eleito”, não foi por acidente que essas quatro palavras permaneceram com ele. Aqui fica a esperança de que ele dê sentido à lição aprendida em Relíquias da Morte * a fim de unir o Mundo Mágico contra Lord Voldemort.
* Artigo de março de 2007

Essa teoria ainda não foi confirmada pela J.K. Rowling (infelizmente), mas como nós, leitores da saga do “Menino que Sobreviveu”, sabemos um pouco da fama dos sentidos por trás das falas de Dumbledore (e de muitos outros personagens criados por ela), é bem capaz dessa teoria ser verdadeira - pelo menos em parte...
Bibliografia:

Hogwarts Professor http://www.hogwartsprofessor.com/nitwit-blubber-oddment-tweak-four-words-for-other/ Acesso em: 19/06/2017.
ROWLING, J.K. Harry Potter e a pedra filosofal. Rio de Janeiro: Rocco, 2000.
ROWLING, J.K. Harry Potter and the sorcere’s stone. USA: Scholastic, 2013.


quinta-feira, 15 de junho de 2017

Resenha {Livro} O Amor nos Tempos de #Likes (Bel Rodrigues, Pam Gonçalves, Hugo Francioni, Pedro Pereira)

Sinopse: Os tempos mudaram, mas e o amor? Continua a dar aquele frio na barriga e fazer os jovens atravessarem quilômetros para viver uma paixão? Em O Amor nos Tempos de #Likes, quatro booktubers se inspiram em três histórias da literatura para criar suas versões de contos românticos na era digital. Uma bela, jovem e famosa youtuber com medo do amor; um casal inesperado em um encontro às escuras (literalmente) e dois meninos apaixonados por livros tentando entender quem são e o que querem são os protagonistas destes contos que evocam Orgulho e Preconceito, Dom Casmurro e Romeu e Julieta.
Essa coletânea de contos foi feita pelos amigos Pam, Bel, Pedro e Hugo, booktubers conhecidos nessa categoria de canais do Youtube. Pedro e Hugo, sendo namorados, escreveram um dos contos juntos, somente intercalando quem escrevia o ponto de vista de cada personagem, formando assim os três contos.

O livro foi vendido com a ideia de uma releitura de grande clássicos da literatura, mas em nosso tempo atual; porém, devido a minha falta de leitura de clássicos (fazendo assim ser uma vergonha na vida de leitora) só o que consegui ver foi aparentemente leves referências para haver a identificação de qual seria o clássico de cada conto.

Entretanto, se tirar o elemento “releitura”, foi uma boa leitura, e acho que isso somente foi possível por eu acompanhar os devidos canais, já que esse foi o motivo por ter comprado o livro. Terminei a leitura bem rápido (em um dia) e até senti falta dos personagens no final, ficando aquele “gosto de quero mais”, que é o que mata todo leitor!

O elemento principal do livro é o amor, tendo sido inclusive seu evento de lançamento aqui no Rio na véspera do dia dos namorados de 2016, além da questão de “como seguir em frente e arriscar quebrando padrões nas nossas vidas”, uma das coisas mais corajosas que podemos fazer com a gente, principalmente no mundo que estamos vivendo, que só tende a ficar pior.
Por fim, vale destacar a sutil ligação entre as histórias dos contos, dando assim maior singularidade à coletânea como um todo.

272 páginas | 1ª edição | 2016 | Galera Record



quinta-feira, 8 de junho de 2017

Resenha {Livro} O duque e eu (Julia Quinn)

O duque e eu, primeiro livro da série Os Bridgertons, da diva dos romances de época Julia Quinn, apresenta Simon Basset, o duque de Hastings, e Daphne Bridgerton, filha mais velha (das mulheres) da viscondessa Violet, matriarca da grande família Bridgerton.
Após anos viajando ao redor do mundo, o duque está de volta a Londres. E sendo um jovem detentor de um título de nobreza, espera-se que ele se case, formando uma família e tendo assim um herdeiro. Mas acontece que os planos de Simon não incluem casamento e herdeiros - frustrando os planos das mães das moças solteiras que estão debutando na temporada -, compartilhando seu real desejo com seu amigo, Anthony Bridgerton, o irmão mais velho de Daphne.

Daphne, por sua vez, está na “época” de casar.  Sua mãe anseia desesperadamente ver a mais velha de suas filhas casadas - até porque depois de Daphne ela tem ainda outras três filhas para casar -; e da mesma forma, Daphne também quer se casar e constituir uma família. A jovem espera, no entanto, encontrar alguém que a ame como seu pai amou sua mãe, alguém que seja especial para ela, não apenas um rapaz bonito, rico e idiota como os que ela tem encontrado. E tendo ainda certa experiência com homens graças ao convívio com seus irmãos - pelo menos no que diz respeito ao comportamento -, ela espera ficar longe de homens como o duque, que anda tendo fama de metido e arrogante.
Até que os dois se conhecem; e num “arranjo” para ajudarem-se mutuamente - ele para ficar longe das moças solteiras e ela para atrair os olhares dos rapazes solteiros da região - acabam formando uma bela amizade.

“- Sempre achei que a principal regra da amizade fosse não flertar com a irmã do amigo.
- Ah, mas eu não estou flertando, estou apenas fingindo flertar.”

Daphne é bem diferente das outras moças de sua época (eu diria até que ela é a frente de seu tempo). Sempre decidida e determinada, não é do tipo “donzela em perigo”, o que cativa o duque de imediato e o faz repensar alguns conceitos sobre casamento e família, mesmo que para isso ela tenha que enfrentar fantasmas de seu passado. Será então que o amor irá surgir? E se surgir, as coisas serão tão fáceis como dizem? Isto, só o desfecho desta linda história nos dirá...

Estou encantada por esta história (e pelo romance de época também, que eu sempre tive boas recomendações, mas nunca tinha parado pra ler). A escrita da Julia é envolvente e me conquistou logo nas primeiras páginas (o que perdurou até as últimas), e eu já estou apaixonada por toda a família Bridgerton 
Pretendo ler ainda este ano mais alguns livros da série e depois quem sabe partir para os romances de época de outros autores, porque eu estou maravilhada por esse gênero *-*

Uma história encantadora, com um romance fofo sem ser muito meloso (melhor coisa) e que ainda se passa na Inglaterra do século XIX. Impossível não amar!

288 páginas | 1ª edição | 2013 | Arqueiro



quinta-feira, 1 de junho de 2017

Leia (ou releia) Harry Potter com o Pottermore: Wizarding World Book Club

Neste mês (junho) comemoramos os 20 anos do lançamento da primeira edição de Harry Potter e a pedra filosofal (Harry Potter and the philosopher’s stone) no Reino Unido pela editora Bloomsbury. E para celebrar esta data tão importante para os Potterheads, o site Pottermore resolveu criar o Wizarding World Book Club (Clube de Leitura do Mundo Bruxo, em tradução livre), que de acordo com o próprio site é "um clube online gratuito para debater todos os livros da série Harry Potter." (Fonte: Pottermore).

E eu, como boa Potterhead que sou, não poderia ficar de fora dessa *-*


Já havia comentado na Fanpage e no Insta sobre o clube de leitura e a minha participação - aproveitar pra reler a série agora em inglês -, e agora que junho está aí (yeah \0/) mal posso esperar para começar a (re)leitura dessa série maravilhosa.
O Pottermore ainda criou uma conta oficial no Twitter para o clube de leitura (acesse clicando aqui), onde é possível acompanhar leitores do mundo todo fazendo suas leituras da saga do Menino que sobreviveu, além de uma página exclusiva no site destinada às discussões do clube.

Gostou da ideia e quer participar também? Pois saiba que é bem simples: basta se cadastrar no Pottermore (se já tive cadastro, é só acessar sua conta), ter os livros da série Harry Potter (vale físico ou ebook), e começar a ler (ou reler) a série.
Então, o que você está esperando?! Vamos todos ler (ou reler) Harry Potter \0/


Bibliografia:
https://www.pottermore.com/news/wizarding-world-book-club-coming-soon-to-pottermore Acesso em: Maio/2017
https://twitter.com/wwbookclub Acesso em: Maio/2017

terça-feira, 30 de maio de 2017

Resenha {Livro} - Silêncio (Becca Fitzpatrick)

Atenção! Esta resenha poderá conter spoilers dos livros anteriores. Leia por sua conta em risco ;)
Confira também as resenhas de:
- Sussurro
- Crescendo

Em Silêncio, terceiro volume da série Hush Hush, nos deparamos com uma Nora sem uma memória sequer dos últimos cinco meses, o que está lhe afetando consideravelmente...

"[...] A verdade era que nunca me sentiria segura e nunca teria meu mundo de volta enquanto não conseguisse me lembrar do que acontecera nos últimos cinco meses, em particular nos últimos dois meses e meio [...] Eu não tinha passado nem futuro. Apenas um grande vácuo que me atormentava."
(Becca Fitzpatrick, p. 32)

Nora não se lembra sequer de Patch - quem ele é e o que representa para ela -, ao mesmo tempo em que não lembra dos acontecimentos passados que envolvem ela e seu grande amor.
Por outro lado, o famoso Mão-Negra - o grande vilão da história que neste momento já fora revelado - está enfim conseguindo enfim coloca seus planos em prática, o que afetará não apenas Nora e quem lhe é mais próximo - com quem o vilão está de certa forma envolvido -, mas também a todos os anjos e arcanjos se ele for bem sucedido.

A premissa da história é bem interessante, mas o seu desenvolvimento... deixo muito a desejar na minha opinião. Achei a trama toda bem "parada" e previsível em diversos momentos, conseguindo me prender a atenção apenas lá para o final, quando a ação de fato aconteceu (e por isso avaliei-o como "mediano"), e os personagens me irritaram, o que também não ajudou durante a leitura.
Enfim, espero que no próximo e último livro da série, Finale, as coisas melhores, porque sinceramente... para mim não funcionou :/

301 páginas | 1ª edição | 2011 | Intrínseca


quinta-feira, 25 de maio de 2017

Não entre em pânico: Chegou o Dia da Toalha!

Salve, salve, nerds! Chegou o tão esperado Dia da Toalha \0/
Mas afinal, o que seria o tão comentado Dia da Toalha?! Calma que eu vou explicar.
No dia 25 de maio de 2001, após o recente falecimento do escritor americano Douglas Adams, autor da aclamada "trilogia de cinco livros" O guia do mochileiro das galáxias, série literária de ficção científica referência na cultura nerd e geek que usa do nonsense para abordar diversas questões da nossa sociedade, como economia, capitalismo e política, narrando as "aventuras" do humano Artur Dent após a destruição do planeta Terra, seus fãs resolveram criar a data para homenagear o criador da aclamada saga. E assim nasceu o Dia da Toalha. 
Mas porque "Dia da Toalha", afinal?! A resposta é simples: pois a toalha ficou marcada nos livros da série por ser descrita como um objeto versátil e bastante útil a os mochileiros e viajantes de plantão.
Achou estranho? Então veja a seguir alguns modos de usar uma toalha
Assim, fãs da série literária ao redor do mundo todo fazem suas singelas homenagens carregando suas toalhas exclusivamente no dia 25 de maio, e em algumas cidades são organizados diversos eventos para falar da cultura nerd/geek e sempre relembrar do legado literário que Adams deixou para todos nós.

Então agora que você já sabe do que se trata o Dia da Toalha, pegue a sua, vá ler os livros (que eu super recomendo) e principalmente: não entre em pânico!

terça-feira, 23 de maio de 2017

Precisamos falar sobre os Clássicos do Cinema

Quem nunca leu um gibi da Turma da Mônica? Acho que todos ou, pelo menos, a maioria. Muitas pessoas, como eu, aprenderam a ler com os gibis do Senhor Mauricio de Sousa e, assim, se apaixonaram pelo mundo literário. Confesso que até hoje, quando sobra aquele dinheiro no final do mês, vou até à banca e compro um gibi, geralmente da Mônica ou do Penadinho.
“Mas Moony, você não ia falar sobre os clássicos do cinema? O que a Turma da Mônica tem haver com isso?!”, vocês devem estar se perguntando. Não sei se todos conhecem, contudo os quadrinhos da Mônica tem uma série especial parodiando as maiores bilheterias de Hollywood, como Titanic e Senhor dos Anéis.
Edição n° 5 (2007). Eu preciso dessa revista!

A primeira edição saiu em abril de 2007 pela editora Panini e o título foi a paródia sobre o filme Jurassic Park, com o nome Horacic Park. O sucesso foi tão grande que em fevereiro desse ano saiu a edição 55 com o tema Harry Potter e a Câmara Secreta: Cascão Porker e a Câmera Secreta. Aqui, abro uma pequena reclamação para a produção do Mauricio de Sousa: esperamos quase 8 anos para ler a segunda edição do Cascão Porker. 8 ANOS EM AZKABAN!!! (Capitão América está orgulhoso de mim.)
Importantes características das histórias da Mônica e sua turma são os trocadilhos que sempre aparecem nos gibis e que arrancam muitas gargalhadas dos leitores.
“Lóqui”. Kkkkkkk

E os Clássicos do Cinema estão lotados desses trocadilhos e paródias, começando pelos títulos: Titônica, O Exterminador de Coelhinho Sem Futuro, Coelhada nas Estrelas e Planeta dos Coelhinhos são apenas alguns dos 55 títulos que a Panini e a Mauricio de Sousa Produções já lançaram.
Recentemente, para celebrar dez anos de publicação, a editora Panini apresentou uma nova coleção, que traz coletâneas de histórias agrupadas por temas e encadernadas em edição de luxo, com capa dura e miolo em papel couché.
“O primeiro volume tem como convidado especial o Horácio, com a trilogia do Mundo Jurássico reunida num livro mais que especial. Nesta paródia dos filmes de dinossauros, a Turma vive aventuras hilariantes publicadas originalmente nas edições 1, 2 e 12 da revista bimestral (Horacic Park, Imundo Perdido e Horacic Park III). A edição traz ainda uma galeria de 10 páginas com imagens de artes, esboços e curiosidades.”, de acordo com o site Astro Geek.
E esse final de semana, acabei ganhando de presente do namorado essa edição. É linda e maravilhosa e provavelmente levarei para o Mauricio de Sousa autografar na Bienal do Livro ou na CCXP. O livro tem esboço dos desenhos e, no final, possui uma galeria com algumas imagens dos personagens.
Um ponto bastante interessante para mim é quando o Cascão desce de paraquedas na página 132 e o Dudu (e eu) pergunta onde ele arrumou aquele objeto e o Cascão responde que foi na página 115 com o Zé Caveirinha. E só então reparei que ele realmente pegou o paraquedas – não havia percebido esse detalhe quando passei pelo último quadrinho da 115.
Para você que também se interessou e pretende iniciar mais essa coleção ou apenas comprar aqueles com os clássicos mais importantes para você, o encadernado custa quase R$ 32,00 no site da Saraiva e o lançamento é quadrimestral, sendo o próximo lançamento em julho.

“Malfeito feito.”

Bibliografia: 
Astro Geek http://astrogeek.co/colecao-classicos-do-cinema-turma-da-monica-ganha-coletaneas-capa-dura/ Acesso em: 14/05/2017
Guia dos Quadrinhos http://www.guiadosquadrinhos.com/capas/classicos-do-cinema-turma-da-monica/cl011100 Acesso em: 14/05/2017
Saraiva Online http://www.saraiva.com.br/turma-da-monica-classicos-do-cinema-9449135.html


quinta-feira, 18 de maio de 2017

Resenha {Livro} - Única filha (Anna Snoekstra)

Livro cedido pela editora HarperCollins Brasil e pela escritora Frini Georgakopoulos para resenha 

Romance de estreia da escritora australiana Anna Snoekstra, Única filha narra a história de Rebecca (Bec) Winter, uma adolescente que fora sequestrada em 2003 e 11 anos depois reaparecera repentinamente. Mas esta não é a verdadeira Bec... Para não ir à prisão, outra jovem bastante parecida fisicamente e que em numa idade aproximada da que desaparecida teria agora, declara ser Bec, indo então parar na casa da garota fazendo se passar por ela.

“- Meu nome é Rebecca Winter. Onze anos atrás, eu fui sequestrada.”
(Anna Snoekstra, p.7)

Porém as coisas não serão tão fáceis quanto ela imaginava. Apesar da família e de Rebecca acreditar nela, a polícia deverá continuar realizando as investigações para descobrir a identidade do sequestrador da jovem, o que poderá colocar os planos da impostora em risco. Além disso, a “nova Bec” sente que há algo de errado ao seu redor, achando que alguém a está seguindo e que este alguém é provavelmente  a mesma pessoa que levara Rebecca mais de uma década atrás.

Alternando a narrativa entre a verdadeira Rebecca dias antes de ser dada como desaparecida em 2003 e o presente (2014, na narrativa) com a suposta Rebecca de volta a seu lar, a trama prende o leitor de tal forma que logo ao terminar um capítulo já dá vontade de ler outro e mais outro para descobrir o que está por vir, uma vez que os “tempos” são intercalados entre os capítulos (uma sacada bem legal da autora, em minha opinião).

Sem dúvida este e um thriller/suspense que irá agradar aos leitores dos gêneros por conter as características mais marcantes deste tipo de história, como as reviravoltas e situações inesperadas até os últimos momentos. E se você, como eu, gosta de ler o livro antes de assistir ao filme, aproveite para ler logo, pois os direitos da história já foram vendidos para o cinema (porém sem previsão de estreia por enquanto). Portanto, leitura mais do que recomendada!

252 páginas | 1ª edição | 2017 | HarperCollins Brasil






terça-feira, 16 de maio de 2017

Resenha {Livro} - As mentiras de Locke Lamora (Scott Lynch)

Ganhei esse livro da minha amiga e resenhista aqui do blog (obrigada, Nessa ) no ano passado e logo o coloquei nas metas de leitura deste ano porque queria ler mais livros do gênero fantasia e aventura. E minha nossa, que aventura!!!

Em As mentiras de Locke Lamora, primeiro livro da série Nobres Vigaristas e romance de estreia do escritor americano Scott Lynch, somos apresentados ao jovem Locke e seus amigos e “parceiros de golpes”: Calo e Galdo Sanza, Jean e Pulga, integrantes do grupo dos Nobres Vigaristas.

"- Ou seja, nós somos os ladrões dos ladrões e fingimos ser ladrões que trabalham para um ladrão para outros ladrões - disse Pulga."
(Scott Lynch, p. 40)

A história começa apresentando o protagonista (Locke) ainda criança, um dos órfãos treinados pelo Aliciador para realizar pequenos furtos na cidade. O único problema era que Locke não era como as outras crianças e adolescentes “criados” pelo Aliciador, que se contentavam em roubar apenas o que lhes era designado: ele criava golpes astutos mirabolantes, apesar da pouca idade, e roubava até os oficiais, o que certamente causaria problemas futuros para o Aliciador. Assim, o homem decide entregar o menino ao Padre Correntes, que vendo seu potencial, decide integra-lo ao seu grupo de Nobres Vigaristas, ensinando-o não apenas a realizar grandes golpes, mas também a se comportar como um nobre ou um estudioso de Camorr, cidade onde se passa a trama.

"- Porque algum dia, Locke Lamora, você vai jantar com barões, condes e duques. Vai jantar com mercadores, almirantes, generais e damas de todo tipo! E quando isso acontecer... - Correntes segurou com dois dedos o queixo de Locke e inclinou a cabeça do menino até seus olhos se encontrarem - os pobres idiotas não farão a menor ideia de que na verdade estão comendo com um ladrão."
(Scott Lynch, p. 90)

Passada parte da infância dele, temos então um Locke já adulto junto de seus amigos Jean, Calo, Galdo e Pulga, bem treinado por Correntes e agora comandando os Nobres Vigaristas, que estão prestes a realizar outro grande golpe contra Dom Salvara, um nobre de Camorr. Com uma trama bem elaborada onde o grupo se passaria por outras pessoas, praticamente atuando como atores profissionais, tudo parecia estar dando certo para Lamora e cia. Porém seus planos poderão ter problemas com a chegada do misterioso Rei Cinza à cidade, que andara ameaçando desde os nobres a Capa Barsavi, que é quem realmente comanda a cidade, política e economicamente falando, especialmente os ladrões (ou ladinos) como Locke e os outros; e é a partir deste ponto que a história toma outro rumo que não apenas o do golpe dos Nobres Vigaristas, numa trama repleta de ação e reviravoltas de tirar o fôlego fazendo com que viremos as páginas cada vez mais rápido para saber o que virá em seguida.
Fan art linda do grupo. Da esquerda para a direita: Jean, Pulga, Locke e os irmãos Calo e Galdo

No princípio achei a história um pouco arrastada, mas isso se devia à leitura que eu havia feito anteriormente, do mesmo gênero desta (fantasia e aventura), então foi culpa minha mesmo, e não da história (e agora eu descobri que não funciono com leituras seguidas no mesmo gênero).
Divagações a parte, o livro é incrível em todos os sentidos, desde a construção das personagens únicas - menção honrosa aos irmãos Sanza, sempre bem humorados - a forma da própria narrativa, que alterna entre o passado de Locke e os demais e o presente, mostrando como todos esses personagens se tornaram quem são hoje, e por fim a história em si, que tem início, meio e fim bem definidos, encerrando a aventura sem deixar pontas soltas (embora dê abertura para outras histórias que virão).

Assim sendo, recomendo muito este livro a todos que amam uma boa aventura e principalmente histórias bem escritas. E agora mal vejo a hora de poder ler o próximo livro da série, Mares de sangue, e embarcar numa nova jornada dos Nobres Vigaristas *-*

453 páginas | 1ª edição | 2014 | Arqueiro




sábado, 13 de maio de 2017

{Lançamentos do mês} - Maio de 2017


O mês de maio chega trazendo super lançamentos das nossas editoras favoritas. Então bora conferir alguns deles pra atualizar nossas grandes listas de futuras leituras?!
A árvore dos anjos (Lucinda Riley)
496 Páginas
Sinopse: Trinta anos se passaram desde que Greta deixou de morar no solar Marchmont, uma bela e majestosa residência na região rural do País de Gales. A convite de seu velho amigo David, ela decide retornar ao lugar para comemorar o Natal. Porém, devido a um acidente de carro, Greta não tem mais lembranças da época em que vivia na propriedade, assim como de boa parte de seu passado.
Durante uma caminhada pela paisagem invernal de Marchmont, ela encontra uma sepultura no bosque, e a inscrição na lápide coberta de neve se torna a fagulha que a ajudará a recuperar a memória.
Contudo, relembrar o passado também significa reviver segredos dolorosos e muito bem guardados, como o motivo para Greta ter fugido do solar, quem ela era antes do acidente e o que aconteceu com sua filha, Cheska, uma jovem de beleza angelical... mas que esconde um lado sombrio.

Confissões de um garoto tímido, nerd e (ligeiramente) apaixonado (Thalita Rebouças)
Da autora de Confissões de uma garota excluída, mal-amada e (um pouco) dramática.
304 Páginas
Sinopse: Davi está no segundo ano do ensino médio e finalmente tomou coragem para iniciar o curso de astrologia que sempre quis fazer mas nunca teve coragem de admitir, por medo de sofrer preconceitos.
Entre signos e mapas astrais, conhece Milena, uma menina incrível, que o deixa encantado com seu jeito apaixonante. Tetê, melhor amiga de Davi, o incentiva a investir no relacionamento, mas vencer a timidez é um desafio para ele. Ajudar Zeca, seu amigo que passa por problemas amorosos, também é uma dificuldade, pois Davi é inexperiente no assunto.
No final do primeiro semestre, entretanto, uma novidade causa um rebuliço na turma: Samantha, colega de classe do trio, apresenta Gonçalo, que mora em Portugal e veio passar as férias de verão europeu na casa dela, no Rio de Janeiro.
A chegada do estrangeiro tem efeitos inesperados, e Davi e seus amigos passam a lidar com questões que nunca imaginaram ter que enfrentar.

Onze leis a cumprimir na hora de seduzir (Sarah MacLean)
336 Páginas
Terceiro livro da série Os números do amor.
Sinopse: Juliana Fiori é uma jovem ousada e impulsiva, que fala o que pensa, não faz a menor questão de ter a aprovação dos outros e, se necessário, é capaz de desferir um soco com notável precisão. Sozinha após a morte do pai, ela precisa deixar a Itália para viver com seus meios-irmãos na Inglaterra.
Ao desembarcar no novo país, sua natureza escandalosa e sua beleza estonteante fazem dela o tema favorito das fofocas da aristocracia. Pelo bem de sua recém-descoberta família britânica, Juliana se esforça para domar seu temperamento e evitar qualquer deslize que comprometa o clã. Até conhecer Simon Pearson, o magnífico duque de Leighton.
O poderoso nobre não admite nenhum tipo de escândalo e defende o título e a reputação da família com unhas e dentes. Sua arrogância acaba despertando em Juliana uma irresistível vontade de desafiá-lo e ela decide provar a ele que qualquer um – até mesmo um duque aparentemente imperturbável – pode ser levado a desobedecer as regras sociais em nome da paixão.
As tumbas de Atuan (Ursula K. Le Guin)
160 Páginas
Segundo livro da série Ciclo de Terramar (confira a resenha do primeiro livro, O feiticeiro de Terramar)
Sinopse: Quando Tenar é escolhida como suma sacerdotisa, tudo lhe é tirado: casa, família e até o nome. Com apenas 6 anos, ela passa a se chamar Arha e se torna guardiã das tenebrosas Tumbas de Atuan, um lugar sagrado para a obscura seita dos Inominados.
Já adolescente, quando está aprendendo os caminhos do labirinto subterrâneo que é seu domínio, ela se depara com Ged, um mago que veio roubar um dos maiores tesouros das Tumbas: o Anel de Erreth-Akbe.
Um homem que traz a luz para aquele local de eternas trevas, ele é um herege que não tem direito a misericórdia.
Porém, sua magia e sua simplicidade começam a abrir os olhos de Arha para uma realidade que ela nunca fora levada a perceber e agora lhe resta decidir que fim terá seu prisioneiro.

Outlander - A cruz de fogo: parte 2 (Diana Gabaldon)
592 Páginas
Livro 5, parte 2 da série Outlander.
Sinopse: Uma história sobre lealdade.
Não há mais como escapar: a guerra está diante de Jamie, Claire e sua família. Quando as tensões entre o governo e os rebeldes se acirram, a milícia é convocada mais uma vez e o conflito chega ao clímax na Batalha de Alamance.
De volta ao vilarejo onde moram, os Frasers e os MacKenzies ainda terão que enfrentar diversas tribulações, que acabarão aproximando Jamie e seu genro, Roger. Os dois tramam um plano para acabar com Stephen Bonnet, o sórdido capitão que violentara Brianna, pondo em dúvida a paternidade de seu filho, Jemmy.
Em meio a várias revelações, o mais surpreendente é o retorno inesperado de um conhecido, que traz uma pista capaz de desvendar os mistérios que cercam os viajantes do tempo.
A profecia das sombras (Rick Riordan)
336 Páginas
Segundo livro da série As provações de Apolo.
Sinopse: Não basta ter perdido os poderes divinos e ter sido enviado para a terra na forma de um adolescente espinhento, rechonchudo e desajeitado. Não basta ter sido humilhado e ter virado servo de uma semideusa maltrapilha e desbocada. Nããão. Para voltar ao Olimpo, Apolo terá que passar por algumas provações. A primeira já foi: livrar o oráculo do Bosque de Dodona das garras de Nero, um dos membros do triunvirato do mal que planeja destruir todos os oráculos existentes para controlar o futuro.
Em sua mais nova missão, o ex-deus do Sol, da música, da poesia e da paquera precisa localizar e libertar o próximo oráculo da lista: uma caverna assustadora que pode ajudar Apolo a recuperar sua divindade - isso se não matá-lo ou deixá-lo completamente louco.
Para piorar ainda mais a história, entra em cena um imperador romano fascinado por espetáculos cruéis e sanguinários, um vilão que até Nero teme e que Apolo conhece muito bem. Bem demais.
Nessa nova aventura eletrizante, hilária e recheada de péssimos haicais, o ex-imortal contará com a ajuda de Leo Valdez e de alguns aliados inesperados - alguns velhos conhecidos, outros nem tanto, mas todos com a mesma certeza: é impossível não amar Apolo.

Agora e para sempre (Jenny Han)
304 Páginas
Terceiro livro da série Para todos os garotos que já amei.
Sinopse: Em Para todos os garotos que já amei, as cartas mais secretas de Lara Jean - aquelas em que se declara às suas paixonites platônicas para conseguir superá-las - foram enviadas aos destinatários sem explicação, e em P.S.: Ainda amo você Lara Jean descobriu os altos e baixos de estar em um relacionamento que não é de faz de conta.
Na surpreendente e emocionante conclusão da série, o último ano de Lara Jean no colégio não podia estar melhor: ela está apaixonadíssima pelo namorado, Peter; seu pai vai se casar em breve com a vizinha, a sra. Rothschild; e sua irmã mais velha, Margot, vai passar o verão em casa. Mas, por mais que esteja se divertindo muito - organizando o casamento do pai e fazendo planos para os passeios de turma e para o baile de formatura -, Lara Jean não pode ignorar as grandes decisões que precisa tomar, e a principal delas envolve a universidade na qual vai estudar. A menina viu Margot passar pelos mesmos questionamentos, e agora é ela quem precisa decidir se vai deixar sua família - e, quem sabe, o amor de sua vida - para trás.
Quando o coração e a razão apontam para direções diferentes, qual deles se deve ouvir?

Deixei você ir (Clare Mackintosh)
368 Páginas
Sinopse: Quando Jacob morre atropelado em uma rua de Bristol, Inglaterra, depois de ter soltado a mão da mãe em um dia chuvoso, o motorista do carro que o atinge acelera a foge. Desvendar sua morte vira um caso para o detetive Ray Stevens e seus colegas, Kate e Stumpy. Determinado a encontrar o assassino, Ray se vê consumido a ponto de colocar tanto a vida profissional quanto a pessoal em jogo.
Jenna, assombrada pela morte do menino, abandona tudo e se muda para uma pequena cidade costeira do País de Gales. Ela passa os dias em seu chalé tentando esquecer as lembranças do terrível acidente e aos poucos começa a ter algo parecido com uma vida normal e vislumbrar a felicidade em seu futuro. Mas o passado vai alcançá-la, e as consequências serão devastadoras.
De vários pontos de vista, a ex-detetive Mackintosh faz um retrato preciso de uma investigação policial. Com sua excelente habilidade de escrita, consegue criar personagens memoráveis e uma análise arrebatadora das excentricidades da vida em uma cidade pequena. Mas o verdadeiro talento da autora é a maneira como ela incorpora reviravoltas em uma trama já complexa. Mesclando suspense, investigação policial e thriller psicológico, Clare Mackintosh disseca a mente de seus personagens enquanto tece inesperadas conexões entre eles.
O bom do amor (Chris Melo e Laís Soares)
Quadrinhos/HQ
Sinopse: As grandes manifestações de amor diárias, camufladas por pequenos gestos, são a essência do livro O bom do amor. A coletânea de tirinhas, que mostra a cumplicidade cotidiana e o companheirismo de um casal, nasceu de uma websérie publicada duas vezes por semana nas redes sociais pela editora Rocco. O texto é de Chris Melo, autora de romances de sucesso entre o público feminino, como Sob a luz dos seus olhos e Sob um milhão de estrelas. Os traços delicados e harmoniosos das ilustrações são de Laís Soares. O livro é lançado através do Fábrica231, selo de entretenimento da editora Rocco, e é uma excelente opção de presente para o Dia dos Namorados.
O bom do amor mostra, acima de tudo, que o relacionamento a dois pode ser descomplicado. Afinal, o segredo está em olhar juntos na mesma direção e prestar a atenção nos pequenos detalhes que tantas vezes passam despercebidos. “É aumentar o volume do rádio quando a música preferida do outro toca.” “É gostar de dormir agarradinho no inverno e saber dividir o ventilador no verão.” “É apreciar cada qualidade, mesmo rodeada de defeitos.” “É matar a saudade com beijos estalados e abraços no silêncio.” “É conversar com os olhos.” Até discutir a relação, a famosa DR, que pode trazer uma baita de uma dor de cabeça para o casal, também pode ser transformadora para que ambos sigam em paz juntos.
A cada página, as aquarelas delicadas de Laís Soares e a sensibilidade de Chris Melo comprovam não só que o amor e a felicidade estão nos pequenos detalhes e prazeres do cotidiano. São também uma construção diária. O bom do amor não oferece conselhos, mas abre os olhos daqueles que esqueceram que a simplicidade e o companheirismo são o combustível da boa relação e reforça aos apaixonados de plantão que, afinal, o bom do amor mesmo é poder estar junto de quem se ama.

Minha mãe fazia (Ana Holanda)
240 páginas
Jornalista com passagem pelas principais redações de revistas do país, Ana Holanda sempre viu a comida não só como alimento para o corpo, mas para a alma. Afinal, quantas histórias, confidências, causos de família e momentos marcantes vivemos em torno de uma mesa posta, ao lado de familiares e amigos, ou mesmo durante o preparo das refeições, em meio à movimentação da cozinha? Em Minha mãe fazia, Ana reúne deliciosas receitas que são uma verdadeira viagem aos sabores, aromas e memórias da infância e de toda uma vida, resgatadas em crônicas igualmente saborosas.
O projeto, que nasceu no Facebook e ganha agora caprichada edição em livro, reúne receitas que Ana tirou do caderno de sua mãe, exímia cozinheira, e do seu próprio. São pratos do dia a dia, bolos, doces simples, comida sem frescura ou a pretensão de ser gourmet. “Comida pra mim tem o papel de resgatar, pelos aromas e sabores, lembranças queridas e, dessa forma, nos conectar com pessoas que fizeram parte da nossa história, mesmo quando elas não estão mais aqui.”, conta a autora, que tempera suas receitas e histórias com uma escrita afetiva que deixa o leitor com água na boca e o coração leve.
Cada família tem seu modo de preparar aquela carne de panela, um nhoque, o bolo de cenoura, a canjica, um suflê, um bolo de fubá... No livro, Ana reuniu 68 receitas que quase todo brasileiro já experimentou em casa, divididas em grupos temáticos como “Receitas tiradas da gaveta”, “Receitas para refeições em família”, “Receitas fáceis demais”, “Receitas para a lancheira”, “Receitas que favorecem a conversa ou aquietam o coração” e outros, todas precedidas por alguma história ou reflexão. Ao passar a prática receita da pizza enrolada que sua mãe fazia, por exemplo, “e que provavelmente, não tem nada nem de italiana, nem de pizza, mas a gente gosta mesmo assim”, Ana se lembra de quando andou pesquisando uma receita de ragu, um molho feito em cozimento lento e fogo baixo que “deve ter surgido num tempo em que a pressa não era essa senhora, que anda atrás da gente sempre a nos perturbar”. Afinal, conclui “cada receita conversa com seu tempo, sua origem”.
E em Minha mãe fazia, cada crônica é sempre acompanhada por uma receita capaz de evocar lembranças da infância, de nos acalentar depois de um dia difícil, ou de trazer à tona a conversa a redor de uma mesa farta, cercada de amigos. Portanto, aceite o convite. Relembre sabores há muito tempo esquecidos, lugares especiais e pessoas queridas. Sirva-se à vontade – porque tem sempre mais uma travessa no forno!

Aqui estou (Jonathan Safran Foer)
592 páginas
Sinopse: Após onze anos de espera, Jonathan Safran Foer, um dos mais aclamados nomes da literatura em língua inglesa deste século, retorna ao romance com o cáustico e exuberante Aqui estou. Assim como nos já clássicos Tudo se ilumina e Extremamente alto e incrivelmente perto, o autor apresenta uma narrativa que, partindo do doméstico, transborda universalidade a cada página. Foer capta com precisão o espírito caótico de nosso tempo em uma trama pontuada por casamentos em xeque, cidades devastadas e opiniões polarizadas. Listado como um dos melhores livros de 2016 pela crítica especializada (New York Times, Time Magazine, Times Literary Supplement), Aqui estou é uma obra impactante, engraçada e, acima de tudo, urgente.
No Antigo Testamento, antes de ser convocado por Deus a sacrificar o filho Isaac, Abraão responde de forma assertiva: “Aqui estou”. Seja lá o que Deus precise ou queira, Abraão está sempre disponível para Ele – sem condições, reservas ou necessidade de explicações. Mas, em seguida, quando Isaac se dá conta do que está prestes a acontecer e exclama “Meu pai!”, Abraão retruca: “Aqui estou, meu filho!”
Como é possível cumprir os deveres conflitantes de pai, marido e filho, esposa e mãe, jovem e adulto, judeu e cidadão do mundo? Direta ou, quase sempre, indiretamente, essa é pergunta que Jacob, Julia e seus três filhos repetem ao longo da narrativa através de mensagens eróticas trocadas em celulares secretos, identidades alternativas construídas em complexas plataformas virtuais, flertes recreativos em lojas de ferragens ou enquanto se preparam para um bar mitzvah que provavelmente jamais acontecerá e assistem pela TV à cobertura da repercussão do terrível terremoto que destruiu Israel.
Entre a farsa e a tragédia, capaz de ir do ridículo ao sublime em uma mesma frase, o autor alterna pontos de vista para se armar com ideias e emoções que afirmam e contestam conceitos de felicidade, tristeza, vida, morte, amor, intimidade, sexualidade, religião, ceticismo, tradição, tecnologia, cultura, passado, futuro, o aqui e o agora. Aqui estou é um romance sobre fragmentação (de famílias, sociedades, nações, relações políticas) e distância, mas também a história de pessoas que buscam personalidades integradas e vidas menos divididas – mesmo quando, para isso, alguma destruição seja necessária.
Para ser lido e relido por judeus e gentios, Aqui estou surge como trabalho mais completo, ambicioso, idiossincrático e, por isso mesmo, controverso de Foer. Como escreveu o crítico Dwight Garner no New York Times, “Aqui estou tem mais vida que a junção de outras centenas de livros bem-intencionados e bem resenhados”.
Os guardiões do sangue (Carter Roy)
272 páginas
Sinopse: Ronan Truelove tem 13 anos e uma vida normal. Pelo menos até o dia em que sua mãe, após buscá-lo na escola, se envolve numa perseguição em alta velocidade. Sem entender muito bem o que está acontecendo, Ronan descobre que seu pai foi sequestrado e que a mãe faz parte de uma antiga ordem, os Guardiões do Sangue, formada por espadachins responsáveis por proteger os Puros. Inspirado no conceito da Cabala de que, a cada geração, existem 36 almas nobres que mantém o equilíbrio do mundo, o romance de estreia de Carter Roy é o primeiro de uma trilogia de ação, aventura e fantasia juvenil capaz de conquistar os fãs de séries como Crônicas de Blackwell (Lobos de Loki e Corvos de Odin), Gladiador, Percy Jackson e outras.
No dia em que descobre que seu pai, tão nerd e pacato, foi sequestrado, e que sua mãe, aparentemente tão normal, é tudo menos igual às mães de seus colegas, toda a agenda de atividades extracurriculares que Ronan era obrigado a cumprir – ginástica, judô e até treinamento de sobrevivência – começa a fazer sentido. Afinal, sua família está em risco. E ele precisará estar preparado para embarcar numa aventura tão perigosa quanto emocionante, não só para garantir a própria sobrevivência, e a de seus pais, mas também para encontrar seu verdadeiro propósito.
Jurados a proteger as 36 almas puras cuja segurança e bem-estar são cruciais para impedir que a maldade domine o mundo, Os Guardiões do Sangue são os únicos capazes de saber quem são os Puros e também quando um deles morre. Logo, logo, Ronan se vê lutando ao lado da mãe contra a Curva Sinistra, um bando de malfeitores com estranhos poderes interessados em exterminar os Puros e reconstruir o mundo a seu modo, e obrigado a fazer escolhas difíceis.
Em meio a perigos de todos os tipos e ação ininterrupta, Ronan se alia a parceiros improváveis como a inteligente e determinada Greta Sustermann, de quem ele nunca fora muito próximo, e Jack Dawkins, um batedor de carteiras de senso de humor peculiar; se apaixona pela garota errada, enquanto deixa escapar a certa; desenvolve talentos que nem imaginava que possuía; mas, principalmente, descobre muito mais sobre quem ele realmente é e sua missão entre os Guardiões do Sangue.

Ivy Pocket: O segredo do diamante (Caleb Krisp)
336 páginas
Sinopse: Uma libra esterlina é tudo que restou a Ivy Pocket depois da rápida experiência como criada da condessa Carbunkle. Apesar de ter apenas 12 anos, não ter ninguém por si e de estar sozinha em Paris, a garota não se deixa abater, afinal tem a tranquilidade de uma monja budista e a esperança de uma mineira presa no fundo de uma mina. Claro que existe também a enorme chance de uma vida de muita pobreza, mas ela prefere ser otimista. Primeiro de uma trilogia que conta as peripécias de uma órfã esperta, autoconfiante e um tanto desastrada, Ivy Pocket é uma aventura juvenil repleta de humor e fantasia, perfeita para leitores de Timmy Fiasco ou  Harry Potter.
Prestes a ser expulsa do hotel em que se hospedava com a antiga patroa, Ivy recebe a ordem de ir até o apartamento do último andar. Lá encontra a enorme e gravemente doente duquesa de Trinity, que parece ter tido uma ideia brilhante: quem mais poderia levar um precioso colar de volta à Inglaterra que não uma jovem criada sem graça como aquela parada a sua frente? A duquesa não conhece todos os predicados de Ivy Pocket, mas certamente fez uma excelente escolha, pelo menos é o que pensa a jovem órfã ao receber o colar com o diamante relógio. A vida não poderia ser mais perfeita, especialmente por estar tão perto de receber 500 libras pelo serviço.
Ivy compromete-se a colocá-lo no pescoço de Matilda Butterfield no baile de comemoração dos 12 anos da amada neta da ex-amiga de juventude da duquesa de Trinity. Com o presente, a velha senhora pretende se desculpar por um erro do passado. Ivy Pocket fica lisonjeada pela nobre tarefa e promete seguir à risca todas as recomendações: nunca colocar o colar no próprio pescoço, não contar a ninguém sobre a joia que carrega, não falar com estranhos sobre sua empreitada. Porém, que mal poderá haver em experimentar rapidinho um colar tão bonito? E qual o problema de confidenciar sobre seu trabalho a sua nova amiga e vizinha de cabine que parece tão sincera e amável?
Ivy Pocket só não entende direito por que passou a se sentir tão diferente após colocar o colar. Ela sabe que o diamante relógio guarda um misterioso segredo, mas quem é ela para se impressionar com esse tipo de coisa? Será mesmo que o diamante pode fazer revelações sobre seu passado, como aquelas vistas no dia em que usou o colar? A vida de Ivy Pocket nunca foi exatamente tranquila, mas desde que guarda o diamante relógio algo está diferente. Ela só precisa pensar um pouco para descobrir, tem certeza. Será que é impressão ou ela vem sendo perseguida por pequenas criaturas estranhas por todos os lugares? Enquanto o baile de aniversário de Matilda não chega, Ivy terá muitas perguntas para responder.

A ordem dos clarividentes (Samantha Shannon)
Segundo livro da série Bone Season
400 páginas
Sinopse: Paige Mahoney escapou do brutal campo de prisioneiros dos rephaites, mas seus problemas continuam: muitos dos outros fugitivos estão desaparecidos e ela é a pessoa mais procurada de Londres. Ela é uma andarilha onírica, um dos tipos mais raros de videntes, que são uma realidade na Inglaterra em 2059, mas nem por isso deixam de ser marginalizados e perseguidos pela sociedade. Com a comunidade clarividente dividida por segredos obscuros e ameaçada pelos Rephaim, Paige deve seguir em frente, até que o destino de Scion, e o seu próprio, seja decidido.
A ordem dos clarividentes é a esperada continuação de Temporada dos ossos, segundo da série de fantasia distópica com toques paranormais Bone Season, sucesso da britânica Samantha Shannon. Publicada na Inglaterra pela Bloomsbury, casa editorial responsável pelo sucesso Harry Potter, Shannon foi apontada pela crítica como uma nova e vigorosa voz da literatura fantástica contemporânea, “a melhor criação mitológica desde que Harry Potter aportou em sua Nimbus 2000”, afirma o USA Today, por sua combinação de horror e ficção científica, com um inovador e surpreendente código de combate para os personagens.
Ainda sofrendo pelo tempo aprisionada, Page tenta fazer Jaxon Hall, dos Sete Selos, entender o perigo que os rephaites são para toda a humanidade, mas seu antigo líder está irredutível e tem seus motivos secretos para isso.
Mas quando os rephaites começam a sair das sombras, Paige precisa descobrir como espalhar a verdade e salvar o submundo. E a única alternativa parece ser assumir o controle do Sindicato, mesmo que isso signifique passar por cima de Jaxon Hall e dos outros mime-lordes.
Em A ordem dos clarividentes, Samantha Shannon mostra os bastidores da política que rege o Sindicato. Segredos, traições e violência norteiam a trama. Contando com a ajuda de uns poucos amigos e alguns surpreendentes aliados, Paige tem que usar todos os seus dons para provar sua inocência e revelar a verdade sobre os rephaites, se quiser sobreviver. Com uma trama eletrizante, cheia de intriga e reviravoltas, A ordem dos clarividentes é a sequência perfeita para uma saga surpreendente.
Box Biblioteca Hogwarts (J.K. Rowling)
Relançamento de Os contos de Beedle, o bardo, Quadribol através dos séculos e Animais fantásticos e onde habitam
Os três livros que compõem a Biblioteca Hogwarts, usados pelos alunos da Escola de Magia e Bruxaria na série Harry Potter – Animais fantásticos e onde habitam, Quadribol através dos séculos e Os contos de Beedle, o Bardo –, reunidos num box que não pode faltar na estante dos fãs. Além de serem vendidos separadamente, os livros podem ser adquiridos dentro de uma caixa especial, formando a coleção dos sonhos de qualquer Potterhead.
Com seis novas criaturas e prefácio inédito de seu autor, Newt Scamander, especialista em criaturas mágicas, Animais fantásticos e onde habitam reúne informações detalhadas sobre seres como a acromântula, uma aranha monstruosa de oito olhos dotada de fala humana desenvolvida pelos bruxos para guardar suas casas ou tesouros, e o basilisco, entre outros. Leitura obrigatória para qualquer aprendiz de bruxo, o guia original de animais mágicos da série Harry Potter traz um inventário detalhado desses seres fabulosos. 
Já Quadribol através dos séculos apresenta um histórico completo do esporte mais praticado em Hogwarts. Tão popular para os bruxos quanto o futebol para os não bruxos, o quadribol é praticado com os jogadores suspensos em suas vassouras e, como o nome sugere, com quatro bolas por partida. No livro, Kennilworthy Whisp, famoso especialista em quadribol e pseudônimo de J.K. Rowling, explica tudo sobre o esporte, desde a sua origem até o presente século, as modificações ocorridas ao longo do tempo, sua difusão pelo mundo etc. Repleto de detalhes curiosos, Quadribol através dos séculos é leitura obrigatória para os alunos da Escola de Magia e Bruxaria frequentada por Harry Potter (e para os fãs).
Citado em Harry Potter e as Relíquias da Morte como um presente deixado pelo mestre Alvo Dumbledore para Hermione Granger, Os contos de Beedle, o Bardo reúne cinco contos populares para jovens bruxos e bruxas. Como J.K. Rowling explica na apresentação do livro, pouco se sabe do passado de seu autor, apenas que Beedle, o Bardo, teria nascido em Yorkshire no século XV, possuía uma longa barba e que suas histórias foram passadas de geração em geração por pais bruxos para seus filhos, da mesma forma que os contos e fábulas escritos para pequenos trouxas (crianças não bruxas). O livro, traduzido das runas originais pela personagem Hermione, a partir do velho exemplar herdado por ela, traz comentários e notas do professor Alvo Dumbledore que revelam muitas curiosidades sobre sua fascinante personalidade e o passado de Hogwarts.
A mulher do oficial nazista (Edith Hann Beer)
Biografia
272 páginas
Edith Hahn era uma mulher austríaca extrovertida e de opinião forte quando a Gestapo aprisionou os judeus em um gueto e, depois, em um campo de trabalhos forçados. Quando Edith retornou à Viena, ela sabia que seria cassada pelos nazistas. Resolve, com a ajuda de uma amiga cristã, criar uma nova identidade. Assim emerge Grete Denner. Foi como Grete que ela conheceu Werner Vetter, um membro do partido nazista que se apaixonou perdidamente por ela. Apesar de seus protestos e de confessar ser judia, Werner a pediu em casamento e manteve sua identidade em segredo.
Neste livro, Edith reconta como era viver em constante medo. Ela revela como os oficiais nazistas casualmente questionavam a linhagem de seus pais, como ela recusou analgésicos durante o parto de seus filhos, o momento em que seu marido foi capturado pelos soviéticos, quando foi expulsa de sua casa e teve que se esconder de soldados russos bêbados que estupravam mulheres na rua, dentre tantas outras experiências terríveis de um dos períodos mais avassaladores da História.

A viúva negra (Daniel Silva)
400 páginas
Sinopse: Gabriel Allon está prestes a se tornar o chefe do serviço de inteligência secreto de Israel. Mas na véspera da sua promoção, eventos conspiram para atraí-lo para o campo para uma operação final. ISIS detonou uma bomba no bairro de Marais, em Paris, e o governo francês está desesperado. Gabriel precisa eliminar o homem responsável, antes que ele ataque novamente.

Underground Railroad (Colson Whitehead)
320 páginas
Sinopse: Cora é uma jovem escrava em uma plantação de algodão na Georgia. A vida é infernal para todos os escravos, mas especialmente terrível para Cora. Uma pária até entre outros africanos, ela está chegando à maturidade, que a tornará vítima de dores ainda maiores. Quando um recém-chegado da Virgínia, Caesar, revela uma rota de fuga chamada, a ferrovia subterrânea, ambos decidem escapar de seus algozes. Mas nada sai como planejado. Cora e Caesar sabem que estão sendo caçados: a qualquer momento podem ser levados de volta a uma existência terrível sem liberdade.