terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Resenha {Musical} Wicked: A Historia Não Contada das Bruxas de Oz

Wicked é um Musical muito “popular” (quem conhece pegou essa referência, hein?!) da Broadway, com anos em cartaz e chegou ao Brasil no ano passado no Teatro Renault - onde já tiveram viram adaptações de outros musicas famosos, como Mamma Mia! e Les Misérables -, em São Paulo.
O Musical nos apresenta A Historia Não Contada das Bruxas de Oz, assim como está no sob o titulo, que mostra Elphaba, mais conhecida como Bruxa Má do Oeste, e Glida, A Bruxa Boa do Norte, que mesmo com um começo conturbado e sendo tão diferente, se tornam colegas de quarto e depois amigas, mas inesperadamente se distanciam por estarem interessadas pelo mesmo homem, nascendo aí uma rivalidade entre as duas.
E foi tudo muito mágico de tão lindo! O teatro em si já é lindo, todo decorado com o tema do musical, feito com tantos detalhes, isso sem falar do cenário do próprio musical, que parece que foi feito em computador igual como é nos filmes. Foi como se estivesse em um cinema, e os figurinos, tudo tão diferente, das coras e tecidos aos modelos; as músicas, todas super contagiantes e as coreografias, tudo tão bem feito, tão criativo, que deixa com vontade de rever várias e várias vezes. E foi adaptado tão bem, com referências e particularidades que só vemos no Brasil, o que o tornou um pouco mais original, - pelo menos pra mim, que tive essa primeira experiência -; Nem preciso comentar mais o quanto achei maravilhosa. Eu ri muito, mas devo admitir e dizer que chorei do começo ao fim em meio às risadas; era difícil de conter a emoção em cada performance, e após o termino entendi o porquê de ter valores tão variados: imagine o trabalho que foi fazer toda aquela megaprodução!
A história retrata bem em como nos tornamos o que as pessoas querem que sejamos e que tudo tem sempre mais de um ponto de vista, como ser diferente não é tão fácil como deveria ser, e no final você vê tudo se encaixando com O Mágico de Oz. Tudo começa a fazer sentido, e ainda apresenta um pequeno plot twist que deixou várias perguntas em minha mente; e mesmo com um enredo turbulento encontramos um final feliz, que infelizmente dizem não ser como o do livro de Gregory Maguire, de 1995 e publicado no Brasil no início do ano passado pela editora Leya, do qual o musical foi inspirado, o que afetou na minha decisão em lê- lo.
Capa do livro

E eu tenho que comentar que tinha um dançarino de saia; achei isso sensacional! Não sei se também faz parte da Broadway e eles trouxeram pro espetáculo brasileiro, mas eu amei.


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