terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Resenha {Livro} Carrie, a estranha (Stephen King)

Meu primeiro contato com Carrie foi através do filme lançado em 2002, segunda adaptação cinematográfica do livro homônimo de King, e desde que o vi (há uns dois ou três anos) tinha vontade de ler o livro; e este ano finalmente consegui ler e não me decepcionei.
Alternando entre a narrativa da protagonista, Carrie, no passado, e diversas entrevistas e partes de livros e estudos sobre o incidente envolvendo a jovem, já no presente, conhecemos Carietta (Carrie) White, uma jovem que sofre com a opressão de uma mãe fanática religiosa e o bulliyng excessivo de seus colegas de escola - e até a negligência do corpo docente.
Prestes a terminar seus estudos, Carrie sofre mais um “ataque” de suas colegas na escola ao ficar menstruada pela primeira vez e sem saber que isso acontecia com as mulheres, já que sua mãe nunca lhe contou sobre o assunto, sendo então alvo de piadas mais uma vez; e estando sobre grande pressão, demonstra uma pequena parte de seu poder - telecinesi - antes de voltar para casa.

“Sua mente tinha... tinha... ela procurou uma palavra. Tinha dobrado. Houve uma curiosa flexão mental, quase um cotovelo puxando um haltere [...]”
(Stephen King, p. 33)

Enquanto isso, uma das meninas que caçoou de Carrie, Sue Snell, sente que fez algo muito errado e tenta então se redimir com a garota, pedindo assim ao namorado, Tommy, que leve Carrie ao baile da Primavera no lugar dela, para que dessa forma a garota possa ter ao menos um momento de felicidade antes de terminar a escola. Entretanto, seu plano de ajudar Carrie está prestes a ter um imprevisto quando Chris Hargensen, outra menina que caçoou de Carrie no fatídico dia, resolve pregar uma peça no dia do baile que deixará Carrie ainda mais abalada.
Assim, somando o bullying constate a seus poderes telecinéticos cada vez maiores, o baile da escola de Carrie e cia. jamais será esquecido por toda a cidade.

Se já achava o filme perturbador, o livro não poderia ser diferente. A mãe da Carrie é tão irritante quanto no filme (se não for mais!) e praticamente todos da escola dela, de alunos a professores, são completos babacas! Senti muita raiva do que todos faziam com ela enquanto lia (e talvez por isso a leitura tenha demorado a ter um bom ritmo no começo), e também pena da Carrie.
O final, como no filme, foi arrasador para todos, e poderia ter sido evitado se não agissem daquela forma com ela.
No mais, é um bom livro, voltado mais para o suspense do que o terror (que eu imaginei que fosse, a princípio) e uma leitura que eu super recomento, seja você fã do mestre King ou não ;)

199 páginas | 1ª edição | 2013 | Objetiva




2 comentários:

  1. Amiga já vi todas as adaptações desse filme ... adoro. E quando li o livro também gostei muito. Bom demais saber que você também gostou =)
    Nem me fale da mãe de Carrie, sempre que penso na pior mãe do universo lembro dela e seu fanatismo, eca =(
    Por enquanto esse foi o único livro que li do King (quero ler outros, mas ainda não decidi quais).
    Enfim amei conferir sua opinião amiga. Beijos e saudades!!!

    Leituras, vida e paixões!!!

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    1. Oiiii, obrigada pela visita ^^
      Eu também só li esse do King por enquanto. Espero poder ler outros em breve.

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