quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Resenha {Livro} - Todo dia (David Levithan)

“Juro solenemente não fazer nada de bom.”

Havia tempos que queria ler a obra Todo Dia, de David Levithan. A capa, confesso, foi o que mais me chamou atenção até ler a sinopse. 
“A acorda todo dia em um corpo diferente. Não importa o lugar, o gênero ou a personalidade, A precisa se adaptar ao novo corpo, mesmo que só por um dia. Depois de 16 anos vivendo assim, A já aprendeu a seguir as próprias regras: nunca interferir, nem se envolver. Até que uma manhã acorda no corpo de Justin e conhece sua namorada, Rhiannon. A partir desse momento, todas as suas prioridades mudam, e, conforme se envolvem mais, lutando para se reencontrar a cada 24 horas, A e Rhiannon precisam questionar tudo em nome do amor.”

Com um enredo desses, dá vontade de ler, não é mesmo? Então, fui e li. E me decepcionei.  
David Levithan tem uma mente incrível ao escrever sobre uma pessoa que todo dia é “diferente”. Assim, ele trata de temas como a questão de gênero, mostrando ao leitor que o importante é Amar e o que somos por dentro, não por fora. O corpo não é mais do que uma capa, uma roupa e A encarna isso literalmente. E foi onde o livro me fazia pensar e analisar. 
Nós não temos, na maior parte das vezes, a ideia do que é ser outras pessoas, do que outras pessoas passam e vivem, só olhando para nosso próprio umbigo. A sabe e valoriza esse dom que, ao mesmo tempo, é uma maldição no sentido de que ele não tem raízes: têm vários pais e mães, amigos, histórias diversas, felizes e tristes. Vários amores e nenhum, ao mesmo tempo. 
Frase do livro

Esta obra é encantadora no ponto que mostra a diversidade da Vida. Mas acaba sendo estragada pela história de Rhiannon e A, parada e melosa demais, cansando. Há também a expectativa no leitor de saber o motivo e a razão por A conseguir ser uma pessoa diferente todo dia, principalmente depois que descobrimos que não é o único com esse dom - ou maldição -, mas esta não é suprida. Eis minha frustração. 
Frase: “Mas o problema em gritar por ajuda é que alguém mais tem que estar por perto para ouvir.” 

“Malfeito feito.”

280 páginas | 1ª edição | 2013 | Galera Record



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