terça-feira, 28 de março de 2017

Resenha {Livro} A luva de cobre (Holly Black e Cassandra Clare)

Atenção! Esta resenha poderá conter spoilers do livro anterior. Leia por sua conta em risco ;)
Confira também a resenha de:
- Magisterium: O desafio de Ferro

Callum Hunt está de volta a sua casa para as férias após seu primeiro ano no Magisterium. Acompanhado de Devastação, seu lobo de estimação dominado pelo caos, Call sente que seu pai, antes sempre tão ligado ao menino, está cada vez mais distante, e seja por causa do lobo ou não, Alaistair não parece nada feliz com a volta eminente do filho ao colégio de magos.

“[...] Mas meu plano é necessário, Call. É por você, para seu próprio bem. Existem pessoas terríveis no mundo, e farão coisas com você. Elas irão usá-lo. Não posso permitir.”
(Holly Black e Cassandra Clare, p. 25)

Com um pai hostil e os recentes melhores amigos, Aaron e Tamara, distantes, Call não vê a hora de retornar à escola; e quando seu pai parece ter chegado ao extremo para impedir seu retorno ao Magisterium, o menino não vê alternativa senão ir imediatamente e por conta própria ao colégio.
Chegando lá para um novo ano como aprendiz de mago, Call e os amigos descobrem que um artefato mágico havia sido roubado: Alkahest, uma luva feita de cobre que se usada corretamente seria capaz de extrair a magia do caos de um mago que fosse capaz de manipular esse tipo de elemento, como seu amigo Aaron, o mais novo Makar de sua geração, que assim correria sério perigo.

“Composta por uma combinação de forças elementares, a manopla era uma arma criada para um propósito - extrair do Makar a habilidade de controlar o caos. Em vez de controlar o vazio, o Makar seria destruído pelo mesmo [...]”
(Holly Black e Cassandra Clare, p. 84)

E como se não bastasse, o principal suspeito do roubo do Alkahest é alguém bem próximo dos jovens aprendizes de magos, levando-os a uma missão altamente perigosa fora dos limites do Magisterium, onde terão de contar com suas habilidades com os elementos ar, terra, fogo, água, ar e caos, este ano mais desenvolvidos, e acompanhados de quem eles menos esperavam.

Comecei a leitura desse livro com certo receio de que não fosse como o esperado, haja vista as inúmeras opiniões negatives que li a respeito dele; mas por sorte me surpreendi positivamente.

Embora a trama pareça se desenvolver principalmente em torno do Alkahest, no decorrer da história percebe-se que não se trata somente disto. Mais da “mitologia” que abrange a magia na saga é revelado - os elementos e seres que a compõem -, e a personalidade dos magos, além dos aprendizes, vai sendo aos poucos mostrado, dando assim uma noção do que está por vir nos próximos volumes da série.

300 páginas | 1ª edição | 2015 | Galera Record




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