quinta-feira, 2 de março de 2017

Resenha {Livro} Meio mundo (Joe Abercrombie)

Atenção! Esta resenha contém spoilers do primeiro livro (resenha aqui), portanto leia por sua conta em risco ;)
Livro cedido em parceria com a editora Arqueiro para resenha 

Minha ansiedade por este livro era enorme, e eu realmente tive meus motivos. Depois de ler seu antecessor, Meio rei, fiquei fascinada pelo mundo que Joe Abercrombie, conhecido pela trilogia fantástica A Primeira Lei, também lançada pela editora Arqueiro.
Enquanto em Meio rei, primeiro livro da trilogia Mar Despedaçado, conhecemos o aspirante a Ministro Yarvi e toda sua “saga” para chegar ao tão sonhado posto, em Meio mundo conhecemos os jovens Thron e Brand.
Thorn é uma lutadora que não deixa se abater pelas circunstâncias. Tudo que ela quer é aprender cada vez mais a lutar para que assim possa brandir a espada de seu falecido pai em defesa de Gettland, mesmo que para isso tenha que enfrentar preconceitos de todos a sua volta por ser uma garota.

"Todo aquele trabalho. Todo aquele desprezo. Toda aquela dor. Mas Thorn havia derrotado todos. Fechou os olhos, sentindo o vento salgado da Mãe Oceano beijar seu rosto suado, e pensou em como seu pai ficaria orgulhoso."
(Joe Abercrombie, p. 13)

Apesar da desaprovação de sua mãe, Thorn não desiste! E assim é chegado o dia em que ela deverá mostrar seu valor no quadrado de treino, tendo que lutar não contra um, mas três guerreiros, o que acaba resultando numa tragédia condenando-a a morte. Porém os ventos parecem estarem prestes a mudar quando uma notícia inesperada surge a Pai Yarvi, que propõe a Thorn um acordo: em troca de sua liberdade, ela terá que navegar com ele por reinos desconhecidos em busca de alianças para Gettland na guerra iminente.

Brand, por sua vez, não almeja todo o “glamour” das batalhas. Tudo que o jovem quer é lutar e entrar para o grupo de batalha por Gettland para que assim possa dar melhores condições de sobrevivência para a irmã, já que vivem em condições precárias desde a morte da mãe.
O destino acaba tirando Brand do campo de batalha por hora e colocando-o também no navio de Pai Yarvi, e assim o jovem parte pelos rios e mares junto com a recém formada tripulação do ministro em busca de alianças para seu país.

Travando batalhas inimagináveis, vivendo em alto-mar com completos desconhecidos que se tornarão mais tarde fies companheiros, Thorn e Brand aprenderão muito mais do que simplesmente desembainhar uma espada e lutar pelo que é seu por direito, construindo fortes laços no processo.

Como a história anterior, Meio mundo fala de batalhas e guerreiros, mas também de amizade, companheirismo e ultrapassar seus limites, não importam o que os outros digam. Contando com fortes personagens femininas - da protagonista Thorn à rainha Laithlin, cada uma a sua maneira -, o romance me atraiu logo de cara! Inclusive achei que este foi um importante ponto positivo na obra, que trouxe esse diferencial das demais do gênero da mesma forma que o anterior fez ao apresentar um herói não muito convencional, que inclusive mostra-se bastante amadurecido nesta nova aventura.

Livro recomendadíssimo aos fãs das boas aventura. E que venha Meia guerra, onde enfim descobriremos o destino de Gettland, do Mar Despedaçado e todo o mundo criado por Abercrombie nesta saga fantástica.

"[...] Os tolos alardeiam o que vão fazer. Os heróis fazem."  (Joe Abercrombie, p. 83)

366 páginas | 1ª edição | 2017 | Arqueiro


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