terça-feira, 16 de maio de 2017

Resenha {Livro} - As mentiras de Locke Lamora (Scott Lynch)

Ganhei esse livro da minha amiga e resenhista aqui do blog (obrigada, Nessa ) no ano passado e logo o coloquei nas metas de leitura deste ano porque queria ler mais livros do gênero fantasia e aventura. E minha nossa, que aventura!!!

Em As mentiras de Locke Lamora, primeiro livro da série Nobres Vigaristas e romance de estreia do escritor americano Scott Lynch, somos apresentados ao jovem Locke e seus amigos e “parceiros de golpes”: Calo e Galdo Sanza, Jean e Pulga, integrantes do grupo dos Nobres Vigaristas.

"- Ou seja, nós somos os ladrões dos ladrões e fingimos ser ladrões que trabalham para um ladrão para outros ladrões - disse Pulga."
(Scott Lynch, p. 40)

A história começa apresentando o protagonista (Locke) ainda criança, um dos órfãos treinados pelo Aliciador para realizar pequenos furtos na cidade. O único problema era que Locke não era como as outras crianças e adolescentes “criados” pelo Aliciador, que se contentavam em roubar apenas o que lhes era designado: ele criava golpes astutos mirabolantes, apesar da pouca idade, e roubava até os oficiais, o que certamente causaria problemas futuros para o Aliciador. Assim, o homem decide entregar o menino ao Padre Correntes, que vendo seu potencial, decide integra-lo ao seu grupo de Nobres Vigaristas, ensinando-o não apenas a realizar grandes golpes, mas também a se comportar como um nobre ou um estudioso de Camorr, cidade onde se passa a trama.

"- Porque algum dia, Locke Lamora, você vai jantar com barões, condes e duques. Vai jantar com mercadores, almirantes, generais e damas de todo tipo! E quando isso acontecer... - Correntes segurou com dois dedos o queixo de Locke e inclinou a cabeça do menino até seus olhos se encontrarem - os pobres idiotas não farão a menor ideia de que na verdade estão comendo com um ladrão."
(Scott Lynch, p. 90)

Passada parte da infância dele, temos então um Locke já adulto junto de seus amigos Jean, Calo, Galdo e Pulga, bem treinado por Correntes e agora comandando os Nobres Vigaristas, que estão prestes a realizar outro grande golpe contra Dom Salvara, um nobre de Camorr. Com uma trama bem elaborada onde o grupo se passaria por outras pessoas, praticamente atuando como atores profissionais, tudo parecia estar dando certo para Lamora e cia. Porém seus planos poderão ter problemas com a chegada do misterioso Rei Cinza à cidade, que andara ameaçando desde os nobres a Capa Barsavi, que é quem realmente comanda a cidade, política e economicamente falando, especialmente os ladrões (ou ladinos) como Locke e os outros; e é a partir deste ponto que a história toma outro rumo que não apenas o do golpe dos Nobres Vigaristas, numa trama repleta de ação e reviravoltas de tirar o fôlego fazendo com que viremos as páginas cada vez mais rápido para saber o que virá em seguida.
Fan art linda do grupo. Da esquerda para a direita: Jean, Pulga, Locke e os irmãos Calo e Galdo

No princípio achei a história um pouco arrastada, mas isso se devia à leitura que eu havia feito anteriormente, do mesmo gênero desta (fantasia e aventura), então foi culpa minha mesmo, e não da história (e agora eu descobri que não funciono com leituras seguidas no mesmo gênero).
Divagações a parte, o livro é incrível em todos os sentidos, desde a construção das personagens únicas - menção honrosa aos irmãos Sanza, sempre bem humorados - a forma da própria narrativa, que alterna entre o passado de Locke e os demais e o presente, mostrando como todos esses personagens se tornaram quem são hoje, e por fim a história em si, que tem início, meio e fim bem definidos, encerrando a aventura sem deixar pontas soltas (embora dê abertura para outras histórias que virão).

Assim sendo, recomendo muito este livro a todos que amam uma boa aventura e principalmente histórias bem escritas. E agora mal vejo a hora de poder ler o próximo livro da série, Mares de sangue, e embarcar numa nova jornada dos Nobres Vigaristas *-*

453 páginas | 1ª edição | 2014 | Arqueiro




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