quinta-feira, 20 de julho de 2017

Resenha {Livro} Jardins da Lua (Steven Erikson)

Sinopse: Desde pequeno, Ganoes Paran decidiu trocar os privilégios da nobreza malazana por uma vida a serviço do exército imperial. O que o jovem capitão não sabia, porém, era que seu destino acabaria entrelaçado aos desígnios dos deuses, e que ele seria praticamente arremessado ao centro de um dos maiores conflitos que o Império Malazano já tinha visto.
Paran é enviado a Darujhistan, a última entre as Cidades Livres de ­Genabackis, onde deve assumir o comando dos Queimadores de Pontes, um lendário esquadrão de elite. O local ainda resiste à ocupação malazana e é a joia cobiçada pela imperatriz Laseen, que não está disposta a estancar o derramamento de sangue enquanto não conquistá-lo.
Porém, em pouco tempo fica claro que essa não será uma campanha militar comum: na Cidade do Fogo Azul não está em jogo apenas o futuro do Império Malazano, mas estão envolvidos também deuses ancestrais, criaturas das sombras e uma magia de poder inimaginável.
Livro cedido em parceria com a editora Arqueiro para resenha ♡

Confuso e incrível na mesma medida! A meu ver, esta é a melhor descrição desta obra.
Uma narrativa de alta fantasia (que apresenta um mundo novo e diferente do nosso, com suas leis e regras, seres e raças próprios), o romance Jardins da lua, de Steven Erikson, que inicia a saga d’O livro Malazano dos Caídos, tem tudo (e mais um pouco) para conquistar os leitores amantes de histórias fantásticas recheadas de ação, aventura, magia, intrigas, conflitos de interesse, amizade e companheirismo, e mais outras tantas características que permeiam a trama. E se você gosta dos jogos de RPG, melhor ainda, pois como o autor afirma antes da história, o mundo de Malaz (local onde se passa a narrativa) nasceu num jogo de RPG, rendendo mais tarde não somente as histórias escritas pelo próprio como também outra saga, escrita por I. C. Esslemont, amigo de Erikson, que inicia com o romance Noite das facas (publicado no Brasil pela editora Cavaleiro Negro), dando também ideias para os novos jogadores (como eu, que comecei a jogar RPG de mesa com meus amigos este ano ^-^).
Com uma estrutura semelhante à de uma novela literária, onde diversas histórias de vários personagens - chamadas núcleos - entrelaçam-se, misturando-se e formando uma trama ainda mais grandiosa, a história de Erikson pode parecer bem caótica num primeiro momento (eu mesma fiquei bem perdida até meados do livro), mas no decorrer da leitura - e com bastante persistência - passamos a compreender melhor tudo o que está acontecendo ali, especialmente se recorrermos ao apêndice que vem após a história e à lista de personagens no começo do livro (só não recomendo fazer isso a todo momento para não comprometer o fluxo da leitura), além dos mapas dos locais presentes na história e das ilustrações dos personagens no interior da capa e da contracapa, que dão um charme ao livro como um todo.
Parte de um dos mapas e ilustrações de alguns personagens

Enfim, acredito que esse livro será apreciado pela maioria das pessoas que o ler, embora precise de foco e determinação para concluir a leitura, pois ao final sabemos que terá valido à pena.

"[...] O império de Lassen era uma sombra do Primeiro Império. A diferença era que os imass infligiam genocídio a outras espécies. Malaz matava a própria. A humanidade não evoluíra desde a era negra dos imass: rodopiara para baixo"
(Steven Erikson, p. 400)

598 páginas | 1ª edição | 2017 | Arqueiro






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