quinta-feira, 27 de julho de 2017

Resenha {Livro} Um perfeito cavalheiro (Julia Quinn)

Sophie Beckett é filha de um conde, o que seria perfeito para uma jovem na Inglaterra do século XIX como ela se não fosse por um único detalhe: ela é uma filha ilegítima, uma bastarda, sendo assim criada como a pupila de Richard Gunningworth, sexto conde de Penwood.
Sophie vivera bem sua infância, recebendo uma boa educação - como as demais crianças e jovens em boa posição social - e morando na confortável propriedade do conde. Entretanto, o que ela mais desejava lhe era negado: um pai e uma família que a amasse. Eis então que seu pai vem a se casar com a bela Araminta, indo esta morar com Richard junto com suas filhas do primeiro casamento, Rosamund e Posy, o que deixa a pequena Sophie bastante esperançosa quanto ao reconhecimento de sua paternidade por parte do conde e à formação de uma família com a nova condessa e suas filhas; só que os planos de Araminta não são bem estes...


Benedict Bridgerton é o segundo filho mais velho de Lady Violet, a viscondessa viúva da grande e adorada família Bridgerton. Parecido fisicamente com os irmãos, Benedict está cansado de ser considerado apenas mais um Bridgerton ou o Bridgerton número 2, sonhando internamente que alguém o reconheça por suas características e qualidades próprias, especialmente agora que uma nova temporada de casamentos começou em Londres e sua mãe não quer perder a oportunidade de ver mais um de seus filhos casado.

“Benedict era um Bridgerton, e, embora não houvesse outra família a que quisesse pertencer, às vezes desejava ser considerado um pouco menos Bridgerton e um pouco mais ele mesmo.”

Mas como Benedict conseguirá realizar tal feito se todas as pretendentes em potencial o reconhecem como mais um Bridgerton sem qualidade únicas ou especiais? Como ele conseguirá arrumar uma esposa se nenhuma moça gosta dele pelo que ele é de fato?

Voltamos então a Sophie, agora mais madura, que aos moldes de Cinderela tem de encarar todos os dias a nada agradável companhia da madrasta, que após o falecimento precoce do conde “cuidou” da moça fazendo de sua vida um verdadeiro inferno. E numa situação inusitada da nada fácil vida de Sophie, em um baile de máscaras promovido por Lady Violet, que os caminhos da jovem e de Benedict irão se cruzar, nascendo um lindo amor à primeira vista.

“Não se passava um dia sem que ela pensasse nele, sem que se lembrasse de seus lábios nos dela ou da magia estonteante daquela noite [...]”

Embora possa soar um pouco clichê, até por conta da semelhança com o conto clássico de Charles Perrault (e vocês entenderão melhor esta semelhança ao lerem o livro), este romance, terceiro da série Os Bridgertons, encanta por sua simplicidade, singularidade e principalmente por demonstrar como o amor e os laços familiares são capazes de superar as adversidades sejam elas quais forem, além da maneira como o romance entre os protagonistas (Sophie e Benedict) é conduzido, calmo e gradual apesar da paixão imediata que ambos sentem um pelo outro, e verdadeiro, como percebe-se ao longo da história. E assim o clichê fica em segundo plano e a real história surge, única e apaixonante como cada romance da Julia Quinn consegue fazer

A cada livro fico mais apaixonada por essa série e pela grande família Bridgerton (especialmente pela matriarca, a Violet ), além da sempre ilustre presença de Lady Whistledown e suas Crônicas da Sociedade.
Leitura, portanto, super recomendada!

304 páginas | 1ª edição | 2014 | Arqueiro



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