quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Resenha {Livro} Menina Má (William March)

Seria a maldade ou a psicopatia algo genético? Alguém pode mesmo nascer mau ou aprende-se a ser mau com o tempo e pelo ambiente em que vive, ou seja, sendo fruto do meio?
Essas são as principais questões abordadas em Menina má, último romance, e o de maior notoriedade, de William March.

Anos 50, na cidade de Baltimore, EUA, a família Penmark acabara de fixar nova residência. Enquanto o Sr. Kenneth Penmark viajava a trabalho, viviam em seu novo endereço a esposa, Sra. Christine Penmark, e a adorável filha do casal, a pequena Rhoda Penmark, que com seu sorriso de covinha e jeito perspicaz, em seus apenas 8  anos encantava a todos a sua volta. Exceto as crianças de sua idade...
"Afinal, qual era o problema de Rhoda? Por que ela não agia como as outras meninas da sua idade? Qual era a explicação para aquele estranho comportamento antissocial? Ela pensou no passado, retrocedendo ao começo da vida da menina, esforçando-se para enxergar se falhara em educá-la ou amá-la, tentando encontrar erros que cometera [...] mas não conseguiu encontrar nada de importante."
(William March, p. 113)

Rhoda é bem diferente das outras crianças. Esperta, atenta e quieta, ela poderia muito bem passar por uma criança tímida se não fosse por sua desenvoltura na frente dos adultos. E o que ela tem em encanto por fora, tem também em egoísmo por dentro, fazendo aquilo que visa algum lucro para si. E o grande estopim se dá quando um coleguinha de classe de Rhoda morre num trágico e misterioso acidente enquanto ambos estavam num passeio da escola, ao que a menina reage normalmente enquanto qualquer criança estaria visivelmente abalada.
Contado sob o ponto de vista da mãe de Rhoda, que se vê sem saída ao descobrir a estranha “condição” de sua filha, se sente culpada por tudo que sua filha causara. E assim este suspense psicológico com ares de terror consegue prende quem o lê desde a primeira até a última página sempre fazendo indagar qual será o próximo passo de todos os personagens que permeiam a narrativa, personagens estes que como a protagonista possuem sua parcela de importância na construção da história.

O livro me surpreendeu positivamente e por isso indico ele a todos os leitores e leitoras que gostam de suspenses/thrillers, e acima de tudo, histórias bem escritas 😉
O filme baseado no romance, que recebeu o título de Tara Maldita aqui no Brasil (título horrível, mas enfim...), lançado em 1956, em preto e branco, contou com a direção de Mervyn Leroy - mesmo diretor de O mágico de Oz (1939). Apesar de ser um pouco diferente do livro, em sua maior parte está bem fiel à obra literária. Também recomendo 😉

262 páginas | 1ª edição | 2016 | DarkSide Books




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3 comentários:

  1. Belle amiga que bom saber que vc leu, gostou e resenhou esse livro. Tanto ele quando Psicose, da DarkSide já estão na minha lista de desejo, com certeza em 2018 irei investir neles.
    Esse questionamento sobre a maldade é muito interessante.
    Enfim, parabéns pela leitura e valeu pela dica. Beijos

    Leituras, vida e paixões!!!

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    Respostas
    1. Essa história é muito boa, super recomendo! Assim como o filme, que transmite bem o que está presente no livro.
      Também quero muito ler "Psicose", que também está na minha lista gigante de desejados XD
      Obrigada pela visita :D

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    2. ☺️😜😘 já viu a série Bates Motel!!?? Vi só a primeira temporada e já preciso das outras quatro. Tem na Netflix!!!!

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