quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Resenha {HQ} - O diário de Anne Frank

Quem nunca ouviu falar da Anne Frank? Acho que pouquíssimas pessoas. 
Anne Frank foi uma menina judia que viveu na época da Segunda Guerra Mundial. Como todo jovem, Anne tinha grandes sonhos, adorava os artistas de sua época, tinha muitos amigos. Mas sua vida foi interrompida por causa do nazismo. Sendo ela e sua família judia e o sistema fascistas sendo cada vez mais repressor com as minorias, Anne se vê obrigada a se esconder num pequeno anexo no escritório em que seu pai trabalhava e dividir um pequeno cômodo com mais sete pessoas. A menina tinha também um grande sonho: ser escritora. Quando completou 12 anos, ganhou de presente de seus pais um diário que acabou levando para o anexo e anotando seu dia-a-dia, suas iras e aspirações e sua sexualidade. 
O roteiro é perfeito para um romance, não?! Pena que não se trata de um romance, mas de uma história real. Seu diário foi encontrado e guardado por uma amiga e, posteriormente, entregue a Otto Frank, seu pai, que o publicou na década de 1940 e muitas vezes foi questionado a autenticidade, principalmente pelo revisionismo francês. Mas, anos depois, foi provado que era um relato verdadeiro e publicado na década de 1980 na íntegra. A partir daí, várias versões do livro foram publicadas, incluindo uma capa que remete ao próprio diário de Anne Frank. 
Além de vários filmes (indico este com a Felicity Jones no papel da irmã de Anne: https://www.youtube.com/watch?v=fb-0HlsNv2Y), foram lançados também recentemente algumas histórias em quadrinhos baseado no diário. A versão que tenho é da Mirella Spinelli, roteirista e ilustradora, publicado pela editora Nemo. O livro é fino, mas muito emocionante. As cores e os traços são muito impressionantes e envolventes. Spinelli utiliza alguns recursos para identificar alguns personagens como se o leitor entrasse na mente de Anne Frank e visse as imagens que ali estavam como na foto abaixo mostrando os Van Pels brigando o tempo todo e, assim, como a menina os enxergava. 
Outro episódio do livro interessante é a analogia feita pela roteirista e ilustradora ao falar da liberdade que Anne tanto sentia falta durante os dois anos em que ficou escondida como na imagem a seguir: 
“O Diário de Anne Frank em Quadrinhos” termina como o diário, claro, mas este conta o que houve com os personagens após a guerra. 
Lançado em 2017 e com menos de 100 páginas, o livro é perfeito para crianças, adultos e adolescentes e grande opção para os professores utilizarem em sala de aula (tanto nas de História como nas de Literatura). 

“Malfeito feito.”


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2 comentários:

  1. Já li o livro original e gostei. Não sou de ler quadrinhos etc mas seria uma boa opção já que a história é conhecida. Valeu pela indicação. Beijos

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    1. Sim. Super indico. Adorei a versão em quadrinhos.

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