quinta-feira, 22 de março de 2018

Resenha {Livro} Simon vs a agenda homo sapiens (Becky Albertalli)

Representatividade em meio a uma história simples e delicada sobre as descobertas da adolescência. É isto que o leitor encontrará em Simon vs a agenda homo sapiens, romance de estreia da psicóloga norte-americana Becky Albertalli.
A história acompanha a rotina do adolescente que dá título ao romance, Simon Spier, um comum garoto de 16 anos, estudante do Ensino Médio/High School, que aproveita seus dias com os amigos do colégio, em especial Leah e Nick, que o conhecem a mais tempo.
Simon, como qualquer jovem da sua idade, está numa fase de descobertas, de experimentar coisas novas, vivendo as primeiras vezes, o que não poderia ser diferente com sua vida amorosa. E sem saber como contar para seus pais e seus amigos que é gay, Simon tem no novo amigo, Blue, um confidente.

“Mas estou cansado de sair do armário. Tudo que eu faço é sair do armário. Tento não mudar, mas estou sempre vivendo essas pequenas mudanças. Arrumo uma namorada. Tomo uma cerveja. E, todas as vezes, preciso me reapresentar para o universo. ”
(Becky Albertalli)

Também gay, Blue conheceu Simon graças a um post anônimo seu no Tumblr da escola, ao que Simon se identificou e logo passou a se corresponder virtualmente através de e-mails - também anonimamente, sob o pseudônimo Jacques -, com Blue.
Apesar de não se conhecerem pessoalmente, ambos sabem que estudam na mesma escola, que possivelmente fazem alguma matéria juntos e que os dois são gays, sentindo-se confortáveis (pelo menos por enquanto) apenas de se declarem de tal forma um para o outro.

“[...] E essa coisa gay. Parece tão importante. É quase intransponível. Não sei como contar uma coisa assim para eles e continuar me sentindo o mesmo Simon. Porque, se Leah e Nick não me reconhecerem, eu também não vou mais me reconhecer.”
(Becky Albertalli)

E assim, após inúmeros e-mails trocados, surge um romance entre eles, dificultado apenas pelo medo de se conhecerem pessoalmente e acabarem não dando certo um com o outro - mais da parte de Blue do que de Simon.

Como a história é narrada sob o ponto de vista de Simon, conhecemos Blue apenas pelos e-mails que ele escreve a Jacques, bem como descobrimos sua verdadeira identidade praticamente no final da história (o que me deixou tão ansiosa quanto Simon em saber quem era o garoto misterioso com quem ele tanto se correspondera). Porém de forma alguma a história é superficial, já que outras personagens além de Simon são bem desenvolvidas, cativantes e representam padrões que estão fora do dito padrão, tornando uma história simples e tranquila mas que ao mesmo tempo aborda diversos temas delicados, como a homofobia, o racismo, e até a gordofobia, tudo sob o viés de quem sofre com estes tipos de preconceito.

“Branco não devia ser o padrão, assim como hétero não devia ser o padrão. Não devia existir nenhum padrão.”
(Becky Albertalli)

Esse livro me conquistou em todos os sentidos! Fosse pelos temas e pela forma como eles são tratados, pelos personagens (incluindo o protagonista, que não costuma me agradar muito), ou ainda pelas referências à cultura Pop da atualidade (tem até HP <3), ele entrou fácil na minha lista de Young Adults favoritos - e quem sabe até um dos melhores do ano.
E é claro que a animação pelo filme - sob o título Com amor, Simon, data de estreia marcada para o dia 5 de abril nos cinemas do país, elenco (esse aí da foto) e trilha sonora maravilhosos que já me ganharam - não poderia ser maior! Estou super ansiosa para assistir a adaptação desse livro que me surpreendeu tanto e de forma bastante positiva 😉
Leitura, portanto, recomendadíssima!!!

Ps.: Esta leitura fez parte do clube literário Infinistante, um clube do livro online organizado pelas blogueiras Mel (Serendipity), Loma (Sernaiotto) e Maki (Desancorando). Para maiores informações sobre o clube e como participar, acesse os blogs linkados 

272 páginas | 1ª edição | 2016 | Intrínseca



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