quinta-feira, 5 de abril de 2018

Resenha {Livro} Ainda sou eu (Jojo Moyes)

Atenção! Esta resenha contém spoilers dos livros anteriores, portanto leia por sua conta em risco.
Quer conhecer as histórias de Como eu era antes de você e Depois de você? Então leia as resenhas de ambas clicando aqui e aqui, respectivamente.
Com o passar dos anos, as pessoas mudam; suas opiniões, seus pensamentos, passam a ser outros no que diz respeito a determinados assuntos, até mesmo porque (felizmente!), amadurecemos. E isto não poderia ser diferente no que diz respeito às leituras que fazemos.
Quando li Depois de você lá em 2016, continuação de Como eu era antes de você, tive uma opinião bastante favorável a respeito do segundo (que até eu então eu achava ser o último) romance da nossa intrépida Louisa Clark. Hoje, porém, ao ler Ainda sou eu, (esse sim o último romance da saga da Lou), percebi o quanto aquela história precisava de algo mais - e que foi muito bem colocado neste terceiro livro.
Lou parece agora aquela apresentada no primeiro livro: uma jovem adulta que tenta descobrir seu caminho, que rumo tomar na vida. Desta vez seu destino é a agitada cidade de Nova York onde, como no primeiro romance, Lou trabalhará como cuidadora. Entretanto, ela logo descobre que este trabalho não será como o que ela havia feito com os Traynor; ela será, na realidade, a assistente pessoal de Agnes Gopnik, uma jovem mulher de sua idade que casara com um magnata americano bem mais velho e que, consequentemente, não fora bem aceita no círculo social da família, o que a torna bastante infeliz na maior parte do tempo; assim, Lou acabará se tornando mais do que uma empregada para a nova Sra. Gopnik, virando também uma amiga e confidente - principalmente graças a seu jeito descontraído e simples de levar a vida.

“- É um dos motivos pelos quais quis vir para Nova York e fazer isto era tão importante para mim. Eu me fechei durante anos, Sam. Disse a mim mesma que era disso que precisava para me sentir segura. E agora... bem, agora acho que preciso me desafiar. Preciso saber do que sou capaz se parar de baixar a cabeça.”
(Jojo Moyes)

Lou aceitara aquele novo emprego como uma maneira de se reinventar e encarar novos desafios - o que Will lhe sugerira e que ela acabara deixando de lado no romance anterior. Assim, afastando-se de sua família e de seu novo namorado, o paramédico Sam, por um período de tempo indeterminado, Lou vai para um país desconhecido somente “com a cara e a coragem” e aberta a novas possibilidades. E em meio ao caos nova-iorquino, a inglesa descobrirá que nem tudo é glamour e flashs e como pode parecer à primeira vista.

Aqui encontramos uma Lou bem mais madura apesar das inseguranças que ainda a acompanham, o que tornou esta história bem plausível (afinal, quem nunca sentiu insegurança diante de uma situação nova?!) E mesmo quando ela pensa que não amadurecera tanto assim, suas atitudes e conselhos - porque sim, nossa Lou maluquinha dá vários conselhos a outros personagens ao longo da narrativa - mostram o quanto ela cresceu após a morte de Will. E o melhor de tudo: ela voltou a ser quem era, encarando mesmo as situações mais complicadas com bom humor e roupas exóticas. Assim, temos aqui um “melhor de dois mundos”, com uma Lou claramente mais madura porém sem perder sua essência, seus ideais, princípios e especialmente seu jeito único de ser.

Este é o livro onde você ri, se emociona, aprende e cresce junto com a protagonista e com outras personagens que a cercam - personagens estes diferentes do convencional, onde ninguém é perfeito, todos errando e tentando, pelo menos às vezes, corrigir seus erros da melhor forma possível (e isso é tão REAL que às vezes nem parecia que era uma história ficcional que eu estava lendo).

Enfim, sou muito grata à autora por mais este romance, que enfim conseguiu dar um fim digno para nossa amada Louisa Clark

“Há tantas versões de nós mesmos que podemos escolher ser. Em certo momento, minha vida estava destinada a ser levada da forma mais medíocre. Aprendi que não precisava ser assim com um homem que se recusou a aceitar a versão de si mesmo que lhe restava e com uma senhora que percebeu o contrário: que ela podia se transformar bem em um momento em que muitas pessoas lhe teriam dito que não havia mais nada a ser feito.”
(Jojo Moyes)

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400 páginas | 1ª edição | 2018 | Intrínseca





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